
O empate por 1×1 diante do Atlético/GO, no Castelão, na noite desse domingo, pela 14ª Rodada do Brasileirão, foi até bom para o Ceará. Ainda mais depois do 1º tempo, quando não fez praticamente nada e levou apenas 1 gol.
Chega a ser difícil crer na diferença técnica e também tática de uma equipe, que há bem pouco tempo conquistou vitórias arrebatadoras diante do Independiente, na Argentina, e do América/MG, em Belo Horizonte. Sem contar os bons empates contra São Paulo e Santos.
No entanto, as 4 apresentações sob o comando do técnico Marquinhos Santos mostraram uma equipe sem repertório, sem finalizar e longe do que havia sido visto, quando até então era treinada por Dorival Júnior. Claro que a ausência de Stiven Mendoza é sentida, mas não pode ser apontada como o fator determinante para atuações tão ruins.
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Nessa partida diante do Dragão, o Ceará apresentou uma caricatura de uma equipe que precisava vencer para se distanciar da zona de rebaixamento e contra um concorrente direto na luta, seja pelo que for, nesta temporada.
Os laterais não apoiaram, os volantes pareciam confusos e os atacantes sem saber o que fazer com a bola. Matheus Peixoto, que era para ser a esperança de gols, foi substituído no intervalo. E por falar em substituição, Marquinhos Santos até que acertou com Erick, mas depois falhou quando precisava buscar a vitória ao tirar Lima para colocar Clebão.
Num momento como esse, de apatia, de falta de qualidade, que pelo menos haja com ousadia. Ceará é o único clube que não ganhou como mandante e chegou a incríveis 8 empates (4º consecutivo) no Brasileirão. É o que mais empatou no Campeonato.
A vontade de não perder, tira o desejo de ganhar.
