Foto: Twitter/Conmebol

Os mais de 50 mil alvinegros que foram à Arena Castelão na noite dessa quarta-feira, 10, saíram frustrados com mais uma eliminação do Ceará na temporada e novamente em cobranças de pênaltis.

Apesar do esforço, do empenho dos jogadores e de ter vencido a partida por 2×1, nada conforta o torcedor ao ver a equipe padecer pela 3ª vez neste ano nos pênaltis e de forma vexatória, com 2 cobranças chutadas para fora (Vina e Sobral).

Mas é bom lembrar que quando o Ceará fez 2×1, em um golaço de Guilherme Castilho, aos 18min do 2º tempo, a equipe tinha tempo de sobra para fazer o gol da classificação e evitar o fantasma das penalidades. Sem contar que os são-paulinos claramente já estavam cansados.

A sensação é que faltou além de competência para ganhar a partida, faltou objetividade para buscar o 3º gols. Não precisa ser nenhum vidente para afirmar que se o Ceará precisa de 2 gols de diferença para levar a disputa para os pênaltis, o time iria pressionar o adversário até conseguiu.

Mas não foi o que aconteceu. Inclusive, o São Paulo parecia querer também levar para as cobranças. Afinal, os tricolores não perdem uma disputa de pênaltis desde a década passada. Recentemente, eliminaram o poderoso Palmeiras da Copa do Brasil.

Claro que é sensato reconhecer que ao arriscar a busca pelo gol da classificação, haveria o risco de levar o tento da eliminação. E assim, ir para os pênaltis você pode jogar a culpa para o acaso, para a loteria ou para “o detalhe”.

Mas pela 3ª vez em menos de 6 meses? Aí, é demais. Ceará precisava mudar a postura e principalmente ter trabalhado muito mais do que trabalhou para acertar todas as cobranças de pênaltis. É preciso ressaltar que das 3 cobranças perdidas, somente 1 foi defendida pelo goleiro Felipe Alves.

Mesmo com o apoio da torcida, com o placar à frente, com a vitória no tempo normal, o poder mental alvinegro não funcionou. É necessário rever conceitos, treinar muito mais e fazer uma profunda avaliação. Ainda bem que para os alvinegros o Brasileirão não tem disputa de pênaltis, se não, pelo jeito, o risco seria enorme.