
No intervalo da partida dessa noite de sábado, na Arena Castelão, o meio-campista Vitor Bueno disse que o time do Athletico estava sentindo o calor e com dificuldades de jogar, devido ao gramado e ainda ressaltou que o Ceará levava vantagem por estar mais adaptado ao campo e à temperatura.
Mas nem com esses 2 agravantes, reconhecidos pelo próprio atleta adversário, nem com o apoio da torcida, nem mesmo diante de um adversário, que atuou com a equipe reserva, o Ceará foi capaz de vencer e sair com os 3 pontos.
É óbvio que o time alvinegro criou pelo menos 4 chances claras de marcar 1 gol, mas não teve competência nem para isso. As investidas de Mendoza com Vina pela esquerda foram o ponto fonte do Ceará, que pareceu não ter outro repertório.
Na etapa inicial, Matheus Peixoto novamente teve chances como titular, mas quase não tocou na bola. Com o Athletico completamente recuado e como o próprio Vitor Bueno admitiu, o Ceará até acertou a trave do goleiro Anderson, mas foi só. Nem a válvula de escape com Nino Paraíba foi utilizada.

Na 2ª etapa, com Jô (estreando) no lugar de Peixoto, o Ceará teve outras 3 chances, 2 delas com o e próprio centroavante, e outra com Vina, mas faltou ritmo de jogo ao Camisa 77 e perna para a estrela alvinegra, claramente desgastado e ainda marcado por 2 defensores.
O Ceará sobreviveu de lampejos de seus principais jogadores e contou com o ótimo goleiro João Ricardo para não sofrer o pior. O que impressiona é que atletas até então com poder de decisão e que anteriormente faziam a diferença como Nino Paraíba, Richardson, Richard e Lima já não são os mesmos.
Lucho González vai ter muito trabalho e principalmente vai precisar encontrar uma fórmula para esse Ceará voltar a jogar bola.
