
A revelação do Fortaleza de que neste ano o clube já teve que pagar mais de R$ 1 milhão com cadeiras danificadas em jogos na Arena Castelão é assustador. O Tricolor realizou 30 partidas em casa (como mandante) nesta temporada. O que dá algo superior a R$ 33 mil por jogo.
Imagina várias “pessoas” em determinado Shopping da cidade quebrando cadeiras e saindo de boa, como se nada tivesse acontecido. E retornando a cada 15 dias e cometendo as mesmas atrocidades?
Em qual meio, empresa, esporte, sociedade ou política do Planeta alguém arca com tamanho prejuízo constantemente e ninguém repõe 1 Real ou não vai preso? Onde há conivência há a certeza da impunidade e aí vira algo totalmente distante do futebol, vira anarquia.
As cenas lamentáveis dos vândalos brigando na Arena Castelão (não foi a 1ª vez) aterrorizando famílias inteiras nas arquibancadas no último domingo não deviam mais existir. Até porque parece ser recorrente, principalmente pela famigerada impunidade.
É necessário muito mais do que pedir paz, pedir respeito, entregar panfleto ou criar postagem nas redes sociais. É preciso cortar na carne. Punir, prender e multar com valores altos para servir de exemplo para que não seja repetido. Não há vândalo no mundo que sofra graves danos financeiros e seja privado da liberdade que tenha a audácia de repetir tal violência.
Ver futebol no Estádio, para muitos, é motivo de medo. Quando na verdade deveria ser motivo de lazer. E isso é causado por esses criminosos. Mas enquanto houver essa parcimônia, enquanto não aparecer o rigor da Lei, a impunidade vai seguir ganhando esse jogo, e, pelo jeito, de goleada.
