Foto: Davi Rocha/Pera Photo Press

O jogo atípico às 15h, em Fortaleza, poderia ser até um sinal de que as coisas mudariam para o Ceará. Afinal, Lucho fez várias mudanças na equipe e o adversário vinha derrota e com pouco tempo de recuperação.

Mas não aconteceu nada diferente dos jogos anteriores e o Vovô amargou a 3ª derrota consecutiva em mais uma atuação ruim, principalmente no 1º tempo, quando demonstrou uma desorganização tática, logo depois de sofrer o gol, que irritou a quem acompanhava.

As entradas de Nino Paraíba, o mais lúcido em campo, Guilherme Castilho, Zé Roberto e Erick não surtiram efeito em nada. Tanto é que na etapa final, Jô, Vásquez (um dos piores em campo) e Vina entraram no intervalo.

Além disso, quando a fase não ajuda e falta competência no setor ofensivo tudo conspira contra. Inclusive em cobranças de pênaltis. Jô teve a chance de empatar, mas desperdiçou. Aí, 2 minutos depois, a lei do ex-entrou em campo e Felipe Azevedo fez o 2º contando com a ajuda do morrinho artilheiro, que enganou João Ricardo.

O golaço de Vina, nos acréscimos, poderia ser até uma forma de amenizar o flagelo que é o ataque alvinegro, mas é justamente disso que o Ceará vive. De lampejos de seus principais jogadores. Foi assim naquele momento com Dorival Júnior, quando Mendoza desequilibrava. E nas vitórias contra Corinthians e Avaí (com gols de Vina).

Depois disso, o time sofre para se afastar da zona de rebaixamento. E o sinal disso é má fase de Vina (apesar do gol), Mendoza, Lima e Cia. Pra completar, a defesa falha e não há ninguém pra colocar a bola pra dentro e o resultado é o que está sendo demonstrado em campo.

Pra agravar ainda mais a situação, a torcida percebeu a incompetência e já perdeu a paciência. Dessa forma, o Ceará vai precisar de muito esforço e inteligência para vencer o Goiás na próxima quarta-feira. A cada rodada que passa o risco de cair para a zona de rebaixamento aumenta.