
O que era para ser a principal receita dos clubes da temporada está se tornando uma enorme preocupação para todos, inclusive para a CBF. A Série B do Brasileiro ainda não teve seus direitos de transmissão comercializados.
Faltando 10 dias para o Conselho Técnico, que deve acontecer no dia 14 ou 15 de fevereiro, a CBF vai precisar informar aos clubes quem irá exibir a competição nesta temporada e os valores dos direitos de transmissão.
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De acordo com o jornalista Marcel Rizzo, em sua coluna no UOL, a entidade nacional concedeu à agência IMG a comercialização dos direitos de transmissão da Série B do Brasileiro. No entanto, a empresa fez uma licitação no mês passado e os valores obtidos para TV Aberta, Fechada, PPV e Streaming foram 60% menor do que em 2022.
Vale lembrar que no ano passado (com exceção de Vasco, Grêmio, Bahia e Cruzeiro, que não por coincidência subiram), a Globo, que era a detentora dos direitos, pagou entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões aos outros clubes num montante total de R$ 220 milhões.
Ainda de acordo com Marcel, vai haver outra tentativa de negociação para tentar aumentar pelo menos igualar a receita do ano passado. No entanto, sem um gigante do futebol brasileiro, o mercado não vê motivos para manter e muito menos aumentar os valores em relação a 2022.
Se realmente não houver sucesso nas novas negociações, é possível que a CBF tenha de arcar com custos para pelo menos igualar a receita e não causar “prejuízo” aos clubes.
A Série B está programada para começar no dia 15 de abril. Os 20 clubes participantes são:
ABC (subiu da Série C)
Avaí (caiu da Série A)
Atlético/GO (caiu da Série A)
Botafogo/SP (subiu da Série C)
Ceará (caiu da Série A)
Chapecoense
CRB
Criciúma
Guarani
Ituano
Juventude (caiu da Série A)
Londrina
Mirassol (subiu da Série C)
Novorizontino
Ponte Preta
Sampaio Corrêa
Sport
Tombense
Vila Nova
Vitória/BA (subiu da Série C)
