
Foi um Clássico-Rei semelhante ao de quase um mês atrás. Ceará entrou em campo como se fosse uma decisão, enquanto o Fortaleza só entendeu o que estava acontecendo quando levou 2×0. Talvez, a única diferença tenha sido o talento de Erick aflorado.
Claro e é obvio que é preciso ressaltar que o Fortaleza entrou com apenas 2 titulares em relação ao time, que goleou o Maldonado na quinta-feira passada. Mas não justifica a apatia do grupo e muito menos não é possível para apontar isso como fator pelo revés.
O Ceará foi merecedor do resultado, principalmente, porque desde o início da temporada os jogadores entenderam que não apenas empenho e raça traria a confiança do torcedor, mas precisaria vencer jogos ainda mais Clássicos.
E o jargão batido de que Clássico não se joga, se ganha, parece ser o mantra em Porangabuçu. É visível e claro de perceber o sangue nos olhos dos jogadores alvinegros. Richard, Pagnussat, Richardson, Castilho, Erick e Vitor Gabriel pareciam que estavam disputando uma final de Copa do Mundo.

E isso faz uma diferença enorme em campo e consequentemente no placar. Ainda mais quando se tem um jogador que desequilibra que foi o caso de Erick. 2 jogadaças e o 2×0 construído em 23min de bola rolando.
Na etapa final, não dava para manter o ritmo e intencionalmente, o técnico Gustavo Morínigo fez o time recuar e explorar os contra-ataques. Apesar de não ter conseguido nenhuma outra chance clara de gol, passou sustos, mas segurou o placar.
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Ao Fortaleza, resta o consolo de que o jogo não era decisão, mas qualquer torcedor de bom senso sabe que Clássico traz consequências e 2 derrotas consecutivas devem trazer muito mais. Faltou, novamente, sangue nos olhos, competência e efetividade.
