
O Ceará vai ser julgado na próxima quarta-feira, 23, pela 3ª Comissão Disciplinar do STJD, pelos gritos homofóbicos da torcida durante a partida contra o Vila Nova, no último dia 19 de julho na Arena Castelão.
O clube alvinegro foi incurso nos artigos 243-G, §§2º E 3º do CBJD:
Art. 243-G: Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:
§ 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias.
§ 3º Quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do art. 170.
Art. 170. Às infrações disciplinares previstas neste Código correspondem as seguintes penas:
I — advertência; II — multa; III — suspensão por partida; IV — suspensão por prazo; V — perda de pontos; VI — interdição de praça de desportos; VII — perda de mando de campo; VIII — indenização; IX — eliminação; X — perda de renda; XI — exclusão de campeonato ou torneio.
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Além disso, o Ceará também foi incurso no artigo 213, inciso III: Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
Vale lembrar que na súmula da partida, o árbitro não relatou os gritos homofóbicos, mas denunciou o arremesso de uma garrafa em direção à arbitragem.
“Após o término da partida foi arremessada uma garrafa plástica de 510ml com liquido, de onde se encontrada a torcida do Ceará SC (próximo ao túnel), em direção à equipe de arbitragem, quando a mesma estava saindo do campo de jogo e se dirigindo ao túnel de acesso ao vestiário“, escreveu.
Vale ressaltar também que o Ceará havia sido advertido pela CBF. O clube recebera uma notificação da entidade sobre o ocorrido na partida contra o Vila Nova.
No dia seguinte ao ocorrido na partida contra o Vila Nova, a coordenação de torcidas organizadas do Ceará, liderada por Alfredo Viana Filho (diretor da Ceará Chopp), organizou o 1º Congresso sobre Racismo, Homofobia e Violência nos Estádios.
Tanto que na partida da seguinte, diante o Ituano, em que o Ceará só empatou por 1×1, também pela Série B do Brasileiro, não houve nenhum cântico ou gritos homofóbicos na Arena Castelão.
Nesta temporada, no futebol brasileiro, o Corinthians foi punido com 1 jogo de portões fechados devido a cânticos homofóbicos durante o clássico contra o São Paulo, pela Série A. O Timão cumpriu a pena no duelo contra o Vasco, na Neo Química Arena.
