A expectativa criada para a estreia do Brasil na Copa América contra a fraquíssima Costa Rica foi do tamanho da frustração com o empate sem gols, diante de 67 mil pessoas em Los Angeles, no Estádio SoFi Stadium, o mais caro do mundo (R$ 30 bilhões).
E vamos ser sinceros, não adianta botar culpa apenas no treinador, né? Dorival tem seus defeitos e teimosias (não sei como é que se tira o Vinicius Júnior para colocar o Endrick, diante de um adversário que não deu um chute a gol), mas os atletas também têm muita responsabilidade.
Aliás, a Seleção tecnicamente deixa muito a desejar, são atletas que podem até brilhar em seus respectivos clubes, mas com a camisa do Brasil, se tornam jogadores comuns e dependem muito mais da fragilidade do adversário do que realmente de próprio talento e competência (quando realmente aparecem).
Para muitos, a Copa América é apenas um caminho, uma preparação para a Copa do Mundo daqui a 2 anos, mas fica a sensação de que o percurso até lá vai ser cheio de obstáculos, muitos deles, difíceis de resolver.
A Seleção vive de um passado que não existe mais. Jogadores muito talentosos que conseguiam resolver a partida numa arrancada, numa finalização, num chute de fora da área, numa cobrança de falta ou até mesmo no drible.
O talento parece precisar de uma coletividade, que está com dificuldade de obter sucesso. Foi assim nas últimas Copas, mesmo com Neymar (o último talento pra valer), e o por isso a Seleção padece no presente.
E toda vez que se fala que é cedo para avaliar, para criticar ou para tirar uma conclusão, os donos da razão acusam que é inicio de trabalho ou que o que vale é na Copa do Mundo.
Ou seja, continuam iludidos com futuro e nem os exemplos dos fracassos de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 parecem servir de aprendizado para a turma descartar essa ladainha até 2026.
