Time do Iguatu antes da bola rolar no Morenão. Foto: João Marcos Lima/ADI

Foi por muito pouco que o acesso escapou. Depois de empatar no último lance do jogo, o Iguatu levou a decisão da vaga para os pênaltis, mas acabou perdendo, por 5×4, para o Anápolis/GO, que vai disputar a Série C em 2025.

É impossível esconder a tristeza, ainda mais por tudo que o Azulão fez nesta Série D, ao conquistar incríveis 9 vitórias em 9 jogos em casa, mas depois de limpar as feridas, algumas vão deixar cicatrizes, é necessário também entender que a semente foi plantada.

Organizado, competente, unido e com pessoas decentes e trabalhadoras, o clube precisa seguir semeando para cedo ou tarde colher os frutos.

O efusivo aplauso e reconhecimento dos torcedores, após a eliminação é a principal prova de que o trabalho foi bem feito, e, infelizmente, o futebol acaba pregando peças que é difícil de entender.

Independentemente de quem vá assumir o clube para 2025 (vai haver eleição no final deste ano), o Iguatu está no caminho certo e precisa seguir firme, sem querer dar um passo maior que a perna e sem querer se diminuir.

A renovação do técnico Flávio Araújo seria um grande passo para recomeçar com o pé direito e a base do elenco deveria ser mantida.

Não é fácil o que foi mostrado em campo, dos 64 clubes que iniciaram, o Iguatu ficou entre os 8, com 10 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. Terminou a fase de mata-mata invicto com 2 vitórias e 4 empates, e por 1 pênalti não esteve entre os 4 melhores da competição e levou o acesso.

O baque é forte, claro, as emoções proporcionadas com o empate no último lance e depois a derrota nos pênaltis, vão machucar por algum tempo, mas que possam fazer esse clube ainda mais forte para que em 2025 o sonho seja realizado.