Vojvoda durante duelo do Tricolor no Castelão. Foto: Mateus Lotif/FEC

Todos, inclusive os tricolores, já sabiam que a luta pelo título do Brasileirão era algo completamente fora da curva e uma tarefa extremamente difícil.

Mesmo assim, o Fortaleza manteve uma postura inteligente e estratégica de apontar e focar no jogo a jogo. Afinal também estava envolvido na Sul-Americana. Mas foi assim que chegou a liderar o Brasileirão, por outro lado, foi assim também que caiu do topo e da competição internacional.

Nos últimos 10 jogos (Brasileirão e Sula) foram apenas 3 vitórias (todas pelo nacional dentro de casa: Corinthians, Bahia e Cuiabá) 2 empates (Athletico e Atlético/MG) e 5 derrotas (Botafogo, Internacional, Grêmio e Corinthians 2x pela Sula).

Foi eliminado na Sul-americana e no Brasileirão, dos 24 pontos disputados, ganhou apenas 11, menos da metade. Aí, meus amigos, não há gordura conquistada com jogos em casa ou alçapão que funcione para se manter na briga pela taça.

Claro que matematicamente ainda é possível, os concorrentes podem tropeçar, vacilar e a boa fase pode retornar. Mas desses últimos 10 jogos, talvez, apenas na vitória contra o Bahia, por 4×1, o Fortaleza tenha realmente mostrado um bom futebol.

E isso numa reta final de competição conta muito, porque abala a confiança, os adversários já conhecem os pontos fracos, o cansaço mental e físico pode ser um risco e com a badalada estratégia de ir jogo a jogo não é possível dar margem para erros (até os infantis, como o do Marinho de ontem contra o Galo).

Assim, o título está bem distante, mas a sonhada vaga na fase de grupos da Libertadores segue firme. Faltando 8 jogos, o Fortaleza tem 3 partidas em casa e 5 fora. As 2 próximas, talvez, as mais difíceis: Palmeiras, no Allianz Parque, e Juventude, em Caxias do Sul.

Mas depois tem o mini campeonato carioca com Vasco, no Castelão, Fluminense, no Maracanã, e o Flamengo em casa. Em seguida, mais 2 duelos longe de casa: Vitória e Atlético/GO. E encerra o Brasileirão diante do Internacional, no Castelão.

Diante desse cenário, com apenas 1 jogo por semana (na verdade em 1 mês vai atuar apenas 3 vezes), sem outro foco, contra 3 adversários lutando contra o rebaixamento e 1 outro no meio da tabela, este ainda por cima jogando no Castelão, é possível imaginar que o Fortaleza consiga seu objetivo.

Afinal, muitos esperam que a fase ruim tenha passado, que os erros cometidos, as infantilidades exibidas tenham realmente ficado para trás e que o foco agora seja bem claro: a vaga na fase de grupos da Libertadores.

Para quem sonhou com o título, talvez, esse objetivo seja o mais justo para um time, que surpreendeu a todos e que desde a 18ª rodada está no G4 e não saiu mais.