Wilton Pereira Sampaio durante partida do Brasileirão. Foto: Reprodução

Não é de agora, mas já faz alguns anos que a arbitragem brasileira passar por uma grave crise técnica. A chamada reciclagem ou renovação do quadro de árbitros no futebol nacional já foi feita repetidas vezes.

José de Assis Aragão, Romualdo Arppi Filho, José Roberto Wright, Márcio Rezende de Freitas, Carlos Eugênio Simon, Leonardo Gaciba, Weber Roberto Lopes entre outros já deram suas significativas contribuições.

Outros estão surgindo, mas a sensação é de que geração após geração não há uma melhora. Pelo contrário, a chegada do VAR, a maior revolução na história do futebol, não conseguiu resolver a grave crise técnica que passa a arbitragem brasileira.

E não adianta buscarem alternativas na tecnologia ou até mesmo importando árbitros para amenizar as atribulações. Os erros seguem acontecendo, alguns graves, outros nem tantos, mas que prejudicam e causam danos incalculáveis.

Por isso, não há outra alternativa para a arbitragem brasileira, a profissionalização é a única solução para impedir que se possa piorar ainda mais a queda de qualidade e até de credibilidade do futebol nacional.

Federações e CBF já deveriam ter dado o 1º passo e contratado árbitros para se tornarem funcionários exclusivos. O modelo atual em que um juiz de futebol ganha por jogo, e somente quando é escalado, não consegue contribuir para que eles façam um trabalho sem risco de desconfianças e principalmente com qualidade.

Cada federação deveria ter em seu quadro cerca de 2 árbitros e 3 assistentes por clube na 1ª Divisão, segmentados por um ranking. Todos trabalhando diariamente com atividades físicas e práticas, análise de jogos, desenvolvimento de habilidades psicológicas como foco, concentração, confiança, motivação e controle do estresse entre outros aspectos emocionais.

Não é possível mais dar margem para que a arbitragem seja tratada como uma semi profissão. A responsabilidade de um árbitro é proporcional ao evento em que vai comandar. Seja a abertura de um campeonato de base até mesmo a uma final de Campeonato Brasileiro.

Não há contraindicação em profissionalizar a arbitragem, o que há é: má vontade, indolência, falta de coragem e, principalmente, os dirigentes não querem gastar dinheiro para qualificar e fomentar o trabalho do árbitro de futebol.

Enquanto isso, a crise técnica se expande e os clubes que estão lá em cima seguem querendo permanecer por lá, o que estão por baixo que ousem fazer algo.