
“Salve, Salve F, A, C, é o time dos maiorais, e é Ferroviário Atlético Clube, o dono das iniciais“.
O texto acima é da primeira estrofe do Hino Oficial do Ferroviário. O Tubarão da Barra deixa de ser uma associação em definitivo para se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol.
Em assembleia realizada nessa terça-feira, 25, na sede do clube, 97 sócios assinaram a lista de presença com 78 votos aprovando a SAF, 12 votaram contra e houve 7 abstenções.
Mais do que um simples escrutínio, o que importa mesmo é que a partir de agora o Ferroviário Atlético Clube é controlado por uma empresa chamada Makes, que é gerida por um português: Pedro Roxo.
Os exemplos de SAF no futebol são vários. Há aqueles times, que tiveram êxito e há outros, que padecem. Na teoria, tudo é bonito com projetos de injeções de recursos financeiros, que seriam impossíveis de serem vistos no antigo modelo associativo.
Creio que assim como na vida, o futebol também tem o tempo como o “senhor da razão”. Apontar agora que é um erro ter se tornado SAF não vai adiantar mais nada, houve tempo e uma votação para ser vetado.
Então, o que os aficionados do Tubarão da Barra precisam fazer é apoiar e fiscalizar as ações e tomadas de decisões realizadas pelos portugueses.
A projeção de R$ 10 milhões de investimento neste ano, onde o Peixe está na Série D do Brasileiro e busca novamente o acesso de volta à 3ª Divisão Nacional serve de cartão de visita dos portugueses.
Só que a gente já viu aqui no futebol cearense e em vários outros locais que dinheiro não é tudo num clube de futebol é preciso profissionalismo, competência, inteligência e principalmente respeito à instituição para levar o Ferroviário ao seu devido lugar.
Como bem está diz o Hino ao Tubarão, que ficou conhecido para muitos como o hino do clube, de autoria do J Augusto e Zé Limeira: “o teu presente é cheio de glória, o teu passado ficou na história, o teu futuro será colossal, salve o nosso Time Coral”.
