
Quem acredita que só a mudança de treinador vai fazer a Seleção Brasileira reencontrar o bom futebol e voltar a vencer ou é inocente ou não vê os jogos do time nacional.
Dorival Júnior deve, sim, sair, porque não conseguiu apresentar evolução e muito menos resultado, que talvez seja, neste momento, algo relevante.
Mesmo com tempo para trabalho, o treinador da Seleção não conseguiu chegar às semifinais da Copa América e neste momento o Brasil está em 4º lugar nas eliminatórias com 21 pontos, 1 a frente da Seleção Peruana, que está em 6º lugar.
A mudança é necessária no comando técnico, mas não apenas neste setor. O comando da CBF também deveria ser alterado, o coordenador executivo geral, o gerente de seleções, o supervisor e o coordenador técnico.
E claro, os artistas da bola, que brilham nos seus clubes europeus, mas não jogam nada com a camisa amarelinha.
Claro que sei que o comando da CBF não vai ser alterado, até porque, Ednaldo Rodrigues foi reeleito agora para um mandato até 2030 por unanimidade com os votos de todos os presidentes das federações e de todos os clubes das Séries A e B.
Por outro lado, Ednaldo sabe que a Seleção é a menina dos olhos, e se ela não for bem, seu futuro no comando pode se encurtado, como o de muitos outros.
Assim, as mudanças são necessárias nas outras áreas, a começar pela comissão técnica e aí depois se expande aos outros cargos, que na prática não trouxeram nenhuma evolução perceptível à Seleção Brasileira em campo.
O mais difícil, talvez, seja acreditar que Ednaldo possa fazer alguma coisa grandiosa assim. Com o poder absoluto, principalmente, avalizado por todos, ele pode seguir sendo o centralizador que é e cometendo erros a cada 6 meses.
Um treinador estrangeiro, que conheça o futebol brasileiro, pode ajudar a resolver parte do problema da Seleção. Durante muito tempo, fui contra um técnico forasteiro, mas os últimos postulantes mostraram que é necessário essa metamorfose.
E aí, com esse treinador de fora é possível que as mudanças possam se estender para os outros setores e chegue até o campo. E as convocações por nome e não por bola possam estar com os dias contados.
Assim, quem sabe, seria possível acreditar que a Seleção Brasileira pudesse voltar a dar alegrias e não decepções e principalmente não passasse tamanha vergonha como nesse 4×1 para a Argentina.
