
Há 80 dias, o CEO do Fortaleza, Marcelo Paz, concedeu uma entrevista coletiva na sede do clube e por mais de 2 horas respondeu há dezenas de perguntas sobre o momento do clube.
Naquele data, 4 de março, o Fortaleza passava pela 1ª turbulência. Eram 4 jogos sem vitórias, com 3 derrotas (1 para o Ceará, 1 para o Altos e 1 para o Vitória) e 1 empate (0x0 com o Ferroviário).
Paz, entre as inúmeras respostas, reconheceu que o Fortaleza não estava em sintonia com a torcida. Inclusive declarou que iria procurar soluções para voltar a conectar os tricolores com o time.
Quase 3 meses depois, título estadual perdido, apenas 4º lugar na Copa do Nordeste, 14º colocado no Brasileirão, futuro na Libertadores indefinido e eliminado de forma vexatória da Copa do Brasil, o Fortaleza vive o pior momento desde que Juan Pablo Vojvoda assumiu o clube em maio de 2021.
As demissões no departamento de futebol do diretor Alex Santiago e do executivo Bruno Costa, há mais de 1 mês, não foram repostas e só provocaram ilações de que o setor passa por contratempos não solucionados.
A falta de sintonia com o torcedor persiste e agravou ainda mais. Já que aquele famigerado apoio incondicional a Vojvoda e a Marcelo Paz aparenta também ter se exaurido.
Que o digam as vaias, os gritos de time sem vergonha (repelido pelo técnico Argentino em uma coletiva) e os protestos de integrantes de organizadas em visita ao clube e na saída dos vestiários da Arena Castelão. Sem contar os duros e fortes comentários nos perfis oficiais do Fortaleza nas redes sociais.
Para completar, as contratações badaladas não renderam. David Luiz e Pol Fernandez são os símbolos dos 8 reforços frustrados que o Fortaleza trouxe para esta temporada. Criou-se uma expectativa gigantesca para o nível do elenco subir com a chegada deles, mas o time, na verdade, sofreu uma queda e parece não conseguir se reerguer.
Com os resultados ruins, a impaciência e cobrança dos torcedores, a falta de dirigentes no departamento de futebol e os reforços que não rendem, o Fortaleza parece viver um caos. E a pergunta que fica é: como melhorar? Porque desse jeito, a tendência é a crise aumentar.
