
A demissão de Renato Paiva na última terça-feira não foi surpresa. Pelos resultados apresentados, 1 vitória em 10 jogos e o penúltimo lugar no Brasileirão com a necessidade de pelo menos 3 rodadas para tentar sair do Z4, o treinador português não tinha como permanecer.
Claro que se imaginava que a demissão deveria ter ocorrido logo após o jogo contra o Internacional, no domingo, mas a diretoria leonina ainda demorou quase 48h para tomar a decisão.
E a revolta dos torcedores com os 4 dias de folga em uma semana, alimentaram ainda mais a insatisfação com o técnico português e deram o combustível final à diretoria para desligar Paiva no final da tarde de terça-feira.
Daí, então, a busca pelo novo treinador foi iniciada. E o vazamento de que a diretoria buscou nomes como Cuca e Jair Ventura trouxe uma revolta ainda maior aos tricolores nas redes sociais.
No entanto, tudo pareceu uma estratégia para os dirigentes do Fortaleza. Fomentou uma expectativa terrível para depois aplicar uma reviravolta e anunciar o argentino Martín Palermo.
Anestesiados, os mais exigentes e críticos à diretoria tricolor baixaram a guarda e ao invés do pessimismo deram lugar à esperança.
O novo treinador leonino, conhecido muito mais pelo grande público por ter sido um grande atacante, mas que conseguiu alguns grandes feitos como treinador, causou uma enorme surpresa, mas bem positiva.
Escolher um técnico fora da caixa, que estava fora de qualquer radar de clubes nacionais, lembrou a contratação de Juan Pablo Vojvoda, o que traz aquele sentimento de saudade e de alegria.
Com isso, a diretoria do Laion conseguiu uma trégua momentânea. Os discursos dos mais exaltados torcedores e dos jornalistas mais críticos foram substituídos pela famoso bordão: Vamos esperar pra ver.
Assim, o Fortaleza tem até o dia 13 de setembro, data do jogo contra o Vitória para mostrar que acertou na contratação de Palermo.
Caso o resultado seja positivo, todos aqueles sentimentos de confiança, esperança e ressurreição estarão em cada torcedor tricolor.
Por outro lado, se o resultado for negativo, o fundo do poço da crise tende a aumentar ainda mais.
