Nem de longe o Ceará mostrou o mesmo brilho da vitória sobre o Santos agora diante do Botafogo. A sensação é que o time jogou com o freio de mão puxado até levar o gol, só depois acordou.
E além de alguns jogadores que não foram bem: Zanocelo, Lourenço, Mugni, Pedro Raul e Fabiano, acho que o técnico Léo Condé demorou para colocar o Pedro Henrique e o Paulo Baya.
Quando houve a falha em todo o sistema defensivo, que deu espaço enorme para o Botafogo enfiar a bola pelo meio e o Cris Ramos livre tocar na saída do Bruno, o time parece que percebeu que precisava se impor.
Com 1×0 no placar, o Ceará, enfim, aos 40min foi pra cima e criou chances, mas faltou aquela competência necessária para colocar a bola na rede, apesar de Marçal ter tirado a bola em cima da linha.
Vina ter entrado no intervalo foi uma boa mudança. O camisa 29 deu outra dinâmica ao time e ainda criou oportunidades para o Ceará, naquele momento empatar o duelo.
Só que mesmo recheado de desfalques, o Botafogo parecia seguro na partida, e aí, numa falha inacreditável de William Machado e Sobral, os cariocas ampliaram aos 33min do 2º tempo.
Aí, a reação arrefeceu, e o Ceará não teve capacidade nem sequer para diminuir o placar e chegar a 5ª derrota seguida dentro de casa, diante de mais de 30 mil torcedores.
Depois da atuação diante do Sport, se imaginava que o Alvinegro viria mordido, com o sangue nos olhos para voltar a vencer e seguir na primeira parte da tabela, mas não passou de imaginação.
Agora, é corrigir os erros, porque os próximos 2 jogos serão fora de casa. Duelo direto contra o Atlético/MG, em Belo Horizonte, e depois, no meio de semana, o Fluminense, no Maracanã, naquela partida atrasada do Mundial de Clubes.
