
Em julho, durante a janela de transferência do meio do ano, havia quase que um clamor por boa parte da torcida do Ceará para contratar o meio-campista Vina.
No dia 31 daquele mês, o clube alvinegro anunciou o retorno do Camisa 29, que estava sem clube, desde que deixou o futebol árabe em maio.
Vina chegou fora de forma e fora de ritmo de jogo. Léo Condé dizia em entrevistas que o atleta precisava de mais tempo e que na hora certa entraria em campo.
O meia acabou participando de 16 jogos, não fez nenhum gol, mas o problema é que o Ceará foi rebaixado. E apesar do status de ídolo para muitos, Vina foi o responsável pela derrota para o Internacional, por 2×1, no Castelão, onde ele foi expulso com apenas 3min de jogo.
Depois desse jogo, pareceu que o status de Vina mudou. Nas redes sociais, centenas de torcedores teceram comentários criticando-o. E com o improvável rebaixamento, por apenas 1 ponto, justamente para o Internacional, o direcionamento do caos foi para o camisa 29.
Passado a tragédia, havia uma enorme dúvida se Vina iria permanecer para a temporada 2026 em que o Ceará vai disputar a Série B.
No entanto, a questão foi resolvida, diretoria e estafe do atleta querem cumprir o contrato, que vai até o final de 2026.
Assim, Vina tem a oportunidade de recolocar o Ceará no seu devido lugar. E pela qualidade técnica, que já demonstrou em campo, tem totais condições de ajudar o Alvinegro nesse objetivo.
Mais maduro, com o aval da diretoria e o apoio do novo treinador Mozart, creio que Vina pode ser o meia que o Ceará precisa em uma competição recheada de dificuldades e que o clube alvinegro entra como favorito.
O meio-campista pode não ser unanimidade, mas é preciso reconhecer que para uma Série B do Brasileiro sua qualidade é um ponto positivo para o Ceará conquistar o tão sonhado acesso.
