Joanilson de Lima concede coletiva após Maracanã 0x1 Ferroviário. Foto: Reprodução/Youtube

A Federação Cearense de Futebol resolveu criar uma medida inédita no País. Os árbitros centrais das partidas do Campeonato Estadual de 2026 vão conceder entrevista coletiva após os jogos.

A “regra” começou na abertura do Manjadinho, nesta terça-feira, 6, no duelo Maracanã 0x1 Ferroviário. No entanto, em virtude da árbitra ser do quadro FIFA, a FCF não recebeu a autorização para a Rejane Caetano participar da coletiva.

Com isso, o quarto árbitro, Joanilson de Lima foi designado para responder às perguntas do repórteres. A coletiva, contudo, durou pouco mais de 3 minutos e uma pergunta foi vetada.

Claro que a ausência da árbitra do jogo prejudicou a coletiva. As perguntas foram mais no que o 4º árbitro achou da atuação dela. E por não ter havido nenhum lance polêmico, as dúvidas foram poucas.

Sobre a pergunta vetada, que era sobre um possível ocorrido num próximo jogo, a FCF esclareceu que os árbitros só irão falar sobre o que aconteceu na partida, não podendo ser questionado sobre o que vai acontecer no futuro ou numa próxima partida ou num duelo anterior.

Não vi nenhum problema. Até porque o objetivo dessa medida inédita no futebol brasileiro é para que os árbitros possam realmente tirar dúvidas sobre o que aconteceu durante o jogo em que ele comandou.

Então, foi um golaço da Federação Cearense. E nesta quarta-feira, a 1ª Rodada do Estadual vai prosseguir com mais 2 jogos (Tirol x Floresta e Horizonte x Quixadá) e os árbitros centrais Marcelo de Lima Henrique e Elizabete Esmeralda, respectivamente, estarão habilitados para participar das coletivas.

Independentemente se as perguntas não serão bem feitas, se os árbitros não responderão da forma como muitos queiram ou se não haverá um diálogo maior, o mais importante é que essa medida tomada pela FCF seja o início de uma relação mais próxima entre a arbitragem e o público.

Creio que não haverá prejuízo, até porque o objetivo é esclarecer dúvidas e ser o mais transparente possível com o trabalho feito pela arbitragem.

Que outras federações, a CBF e até outras entidades internacionais também possam utilizar esse modelo, e assim, o futebol, a arbitragem e o público saiam vitoriosos.