Você, caro leitor, pode até discordar da minha análise no geral, mas vai ter de concordar que é inadmissível, que dois grandes times entre em campo para um clássico centenário e por mais de 90 minutos não chutem uma bola sequer ao gol.
Pois foi justamente o que protagonizaram Ceará e Fortaleza no 1º Clássico-Rei de 2026, válido pela última rodada da 2ª Fase do Campeonato Cearense.
O que mais me surpreendeu, além da capacidade técnica bem abaixo de alvinegros e tricolores foi também as coletivas de Mozart e Thiago Carpini ao enaltecerem a atuação dos seus respectivos times.
Isso só comprova o abismo da realidade em que vive a imprensa, torcedores e as comissões técnicas de Ceará e Fortaleza. Não é possível que internamente, ambos os treinadores num tenham reconhecido que foi uma péssima apresentação de futebol realizada no Castelão na noite deste domingo, 8 de fevereiro.
O Clássico-Rei foi tão fraco, tão ruim, que até os lances polêmicos ficaram em 2º plano. Como o toque no braço do volante Zanocelo, dentro da área, que poderia ter sido marcado pênalti.
Mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique explicou, em coletiva pós jogo, que o braço do meio-campista alvinegro estava em movimento natural e não acima do ombro, e por isso não marcou a infração.
Assim, como a dura falta do zagueiro Brítez no lateral-esquerdo Fernando, que poderia ter resultado num cartão vermelho ao invés de um cartão amarelo.
Enfim, o que fica de aprendizado para este 1º duelo entre Vozão e Leão é que treinadores e jogadores nunca mais repitam as terríveis atuações. O futebol (cearense) agradece.
