Ceará e Fortaleza empataram por 0x0 durante a 2ª Fase do Estadual. Foto: Matheus Lotif/FEC

2026 poderia ser o ano da surpresa, de quebrar a tal escrita do “Manjadinho” para que Ceará e Fortaleza não fizessem a Final do Campeonato Estadual.

Os 2 times vinham de um duro golpe com o rebaixamento no Brasileirão e em 1 mês precisariam tirar férias, fazer a pré-temporada, se reorganizar e se reestruturar para estrear no Cearense e fazer até 7 partidas em 30 dias.

E nem assim os outros 8 clubes foram capazes de impedir que alvinegros e tricolores mantivessem a tal escrita do “Manjadinho”.

Na 1ª Fase, dos 4 jogos feitos, o Ceará ainda se deu ao luxo de colocar em campo em 1 partida a equipe mista do Sub-20. O Fortaleza todo remendado, cheio de problemas extracampo, não levou nem um gol na 1ª fase.

Pra completar, na 2ª Fase, o Clássico-Rei foi um dos piores já protagonizados pelos 2 times nos últimos anos. E abria até uma brecha para que nas semifinais os possíveis adversários tirassem proveito.

Mas foi justamente o contrário que aconteceu. Nem Floresta e nem Ferroviário tiveram forças e muito menos competência para pelo menos assustar alvinegros e tricolores, respectivamente.

O Ceará fez 7×0 no agregado em cima do Lobo da Vila. Enquanto o Fortaleza aplicou 4×0 no total. E é bom frisar que ambos nem sequer jogaram de forma intensa com o “pé no acelerador”. Foram jogos com o “freio de mão puxado” e mesmo assim não foram nem arranhados.

O técnico Mozart ainda levou a campo uma equipe reserva para o 2º jogo diante do Floresta e sem muito esforço fez 4×0. Enquanto que Thiago Carpini segurou o ímpeto do seu elenco visando a estreia na Copa do Brasil.

Ou seja, Ceará invicto com o melhor ataque, e Fortaleza invicto com a melhor defesa, ambos merecidamente chegam às finais do Campeonato Cearense 2026.

Por isso, é preciso que os outros 8 clubes revejam conceitos, mudem planejamentos, se reorganizem e consigam na próxima temporada mostrar resultados melhores ou que pelo menos incomodem.

Do contrário, vai ser difícil quebrar a escrita do “Manjadinho”.