Empate no Clássico-Rei no 1º jogo da Final do Campeonato Cearense já era esperado por muitos. No entanto, as escalações das 2 equipes surpreendeu.

Mesmo com 3 volantes e 3 zagueiros, o Fortaleza foi melhor, principalmente na etapa inicial, quando Luiz Fernando teve a melhor chance para abrir o placar.

Não é que tenha havido uma supremacia tricolor, não é isso. Mas é que o Laion, mesmo com seu forte esquema defensivo, teve mais intensidade e esteve melhor postado em campo que o rival alvinegro.

Aliás, pelo lado do Ceará, Mozart, sem poder contar com os meias Vina, Matheus Araújo e Juan Alano, optou por uma escalação com 3 zagueiros, sem um homem de ligação e o Vovô padeceu nos 45min iniciais.

No 2º tempo, é verdade que a partida ficou mais equilibrada, só que novamente o Fortaleza teve a melhor chance numa cabeçada de Brítez, que Richard fez bela defesa.

Os treinadores fizeram as mudanças já esperadas, até porque Pochettino, Wendel, Rodrigo, Matheusinho, PH e Fernando não foram bem.

Melhor para Lucas Emanoel. O jovem tricolor entrou e poderia ter sido o herói do clássico para o Fortaleza. Mas nem deu muito tempo pra celebrar, porque Lucca, outro que entrou durante o 2º tempo, cabeceou firme para empatar a Final.

O saldo não é negativo. Nem para tricolores e nem para alvinegros. O título está aberto. E quem vencer levanta a taça. Nova igualdade, a disputa vai para os pênaltis.

Antes de encerrar 2 considerações: o público foi de apenas 20.611. Eu esperava pelo menos 30 mil, apesar da chuva e do horário. E o árbitro Rafael Klein e o VAR Rodrigo Nunes não fizeram nada que um a arbitragem cearense não pudesse ter feito.

Aliás, até polêmicas aconteceram, como o escanteio que originou o gol do Fortaleza (para muitos deveria ter sido tiro de meta) e uma entrada dura do PH no Fuentes, que o juizão marcou bola ao chão, não deu falta e nem muito menos amarelo para o atacante do Ceará.