Pedro Martins e Bruno Cals em coletiva no Pici. Foto: Mateus Lotif/FEC

Foram mais de 90 minutos de uma atuação terrível. Não, não foi uma partida do Fortaleza. Foi a entrevista coletiva realizada pelo CEO do FEC, Pedro Martins, e pelo Presidente do Conselho da SAF do FEC, Bruno Cals, realizada nesta sexta-feira, 27 de março.

De forma inacreditável, os 2 executivos não responderam as perguntas relacionadas a valores de receitas, despesas e dívidas do clube. Nem sobre a quantia de vendas, empréstimos e negociações de jogadores nesta temporada.

Pra completar, não deram nenhum sinal de que a gestão deles fará algo diferente no quesito transparência na parte administrativa/financeira.

Foram tantas divagações, tanto arrodeio para não dizer nada. Não explicavam e simplesmente não respondiam os questionamentos, como se tivessem ouvido outra pergunta.

Os exemplos, a forma de se expressar e até a impaciência ao retrucar algumas perguntas pareciam comprovar que ambos estavam ali por obrigação e não para dar uma satisfação, um esclarecimento ou mostrar uma gestão transparente aos torcedores do Fortaleza.

Frases de efeito, palavras em contextos completamente aleatórios e menosprezo por certas indagações fizeram com que a coletiva se transformasse num campo de divagações.

Em meio à ira da torcida com Marcelo Paz, que foi para o Corinthians, Bruno Cals e Pedro Martins conseguiram fazer muitos esquecerem o ex-presidente tricolor e criar uma irritação e ojeriza inesperadas.

É óbvio que tudo poderá ser esquecido, caso o time engrene, se torne protagonista na Série B e principalmente conquiste o tão desejado acesso.

No entanto, até esse momento chegar o percurso é enorme. Assim, a cada falha, a cada erro, a cada ponto perdido, Pedro Martins e Bruno Cals vão ser lembrados por um dos episódios mais inconvenientes, pitorescos e egocêntricos que o Fortaleza Esporte Clube realizou nesta década.