O que poderia ser apenas mais uma partida da Copa do Nordeste se transformou numa grande crise para o Ceará.
A derrota por 3×1 para o Retrô, que disputa a Série D do Brasileiro e está longe de ser um time da 1ª prateleira do Nordeste, expôs o quanto o elenco, comissão técnica e diretoria estão fora de sintonia.
A atuação foi uma das piores do time alvinegro, que já vinha apresentando sinais de fragilidade e limitações técnicas. Só que a 1ª derrota no ano foi demais.
E ainda na noite de sábado, o clube divulgou as demissões do CEO de Futebol, Haroldo Martins, e o Executivo de futebol, Lucas Drubscky.
Pra completar, o diretor de futebol, Ernando Uchôa Sobrinho, deixou o comando da pasta e vai permanecer apenas no cargo de vice-presidente do clube.
Ou seja, o departamento de futebol praticamente dissolvido, ficaram apenas Ricardinho, assessor especial, João Paulo Sanches, Coordenador, e Ranier Alves, supervisor.
No entanto, os 3 pilares do departamento estão fora e agora o presidente João Paulo Silva vai ter de correr atrás de substitutos com urgência.
Até porque, o Ceará joga as 2 próximas partidas pela Série B e ambas fora de casa. Quarta-feira contra a Ponte Preta, em Campinas, e sábado diante do Cuiabá, na Arena Pantanal.
Depois do empate por 1×1 contra o São Bernardo, na estreia do Brasileiro, o Vovô tem de recuperar os pontos perdidos fora de casa.
Só que no meio dessa crise, sem poder contratar, vai ser necessário elenco e comissão técnica mostrarem realmente o seu valor.
