Tiago Nunes conseguiu feitos importantes na carreira. Ninguém ganha 1 Copa do Brasil e 1 Copa Sul-Americana com sorte. Precisa de competência, inteligência e saber comandar um elenco de jogadores.

Só que na entrevista coletiva, após mais uma eliminação vexatória, novamente nos pênaltis, novamente precoce, novamente em uma competição que era prioridade para o clube, jogadores, torcida e diretoria, o treinador do Ceará talvez não tenha percebido o tamanho dessa desclassificação.

Questionado se sentia confortável no cargo, Tiago Nunes fugiu um pouco do padrão das respostas clichês dos técnicos brasileiros e exaltou as próprias qualidades:

“O futebol é um jogo de muitos detalhes. E o detalhe muitas vezes é uma bola na trave, que entra e uma bola na trave, que sai. Os detalhes muitas vezes são, é uma questão de aproveitamento. De você ter realmente a capacidade de ganhar o jogo do adversário, quando tem as chances e as oportunidades. E eu falei agora para os jogadores, que ninguém nesse vestiário tem mais experiência do que eu. Principalmente em jogos de decisão, em jogos importantes, de conquistas internacionais, de conquistas nacionais, de decisões por pênaltis, de decisões fora de casa, dentro de casa, eu já passei por tudo isso, já tive grandes vitórias, já tive grandes derrotas também. E a gente sabe que o futebol é feito de repetição e, principalmente, eu tenho que me basear no que a equipe apresenta de produtividade, a nossa equipe é uma que cria, que constrói, que propõe, agressiva, que finaliza bastante, que traz emoção ao seu torcedor. Infelizmente, por duas situações diferentes, a gente não conseguiu passar adiante no estadual como na Copa do Nordeste. Logicamente que o Estadual foi um acidente, um problema de percurso, a gente sabe que o Ceará é uma equipe melhor que as que estavam disputando e que deveria estar disputando a final. Mas futebol é assim. E agora na Copa do Nordeste também. A melhor equipe da competição cai fora, de maneira invicta e temos que entender que infelizmente isso é um processo de aprendizado. E o futebol é feito assim. Se a gente medir o resultado final, a campanha é ruim, o trabalho é ruim, porque fomos desclassificados de duas competições. Agora, se você medir produtividade, jogo a jogo, a comissão técnica é capaz, é competente, trabalha bem, a gente tem uma relação muito leal com os jogadores, tem muitas coisas que fica se criando, muitos fantasmas fora dos vestiários, mas quem é da casa, quem é do vestiário, quem é da bola, sabe que as coisas lá dentro são resolvidas muito leal. E você falou a palavra confortável. Eu me sinto sempre confortável como treinador, porque faço isso há muitos anos, trabalho bem, sou competente, sou capaz, sou qualificado, porque me qualifico diariamente para exercitar com a excelência que faço e em quanto eu tiver esse ímpeto de evolução de melhora, eu vou sempre me sentir confortável e feliz trabalhando na posição que eu tenho”, respondeu.

Agora, o elenco do Ceará só volta a disputar um jogo oficial na primeira semana de abril, pela Copa Sul-Americana. O sorteio dos grupos acontece nesta sexta-feira a partir do meio-dia.

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