Assim como aconteceu no Monumental de Nunez, na partida do Fortaleza contra o River Plate, pela Libertadores, mais uma vez os cearenses foram vítimas de atos racistas por parte de torcedores argentinos. Agora, os criminosos agiram na partida do Ceará diante do Independiente, em Avellaneda, pela Sul-Americana.

Até agora, a Conmebol não se pronunciou. O Independiente também não. Já o Ceará soltou uma nota repudiando os atos e afirmando que vai entrar com uma representação na entidade sul-americana exigindo punições.

A sensação é que os racistas sabem que não sofrerão punição exemplar e pra completar os clubes pelas quais são torcedores também não são apenados com o rigor da Lei. Assim, os crimes são cometidos mesmo com câmeras ligadas e exibindo a violência banal.

Já passou da hora de não apenas as entidades esportivas tomarem medidas duras contra tais crimes, mas o poder público, atletas e clubes afetados precisam também buscar (outras) formas de Justiça para que os racistas sejam severamente punidos.

Não adianta nota de repúdio, solidariedade com faixa, camisa com selo nas camisas, ou multa inexpressiva. Ninguém suporta mais essa hipocrisia. É preciso cortar na carte, no cerne, para que estanque. O racismo segue e seguirá, porque os criminosos estão soltos e quem os financiam também. Chegou o momento de dar um basta com ou sem o apoio do mundo esportivo.