Foto: Copa do Nordeste/API/AGIF

No domingo passado, após o empate por 1×1 diante do Atlético/GO, em uma atuação horrível do Ceará, na Arena Castelão, o técnico Marquinhos Santos surpreendeu a todos ao dizer que a partir de agora iria colocar o seu dedo no time.

A surpresa, obviamente, foi devido ao treinador do Ceará ter esperado passar 4 jogos com 3 derrotas e apenas 2 empate para dizer que iria colocar em prática seu trabalho. E o tempo, como senhor da razão que é, mostrou que Marquinhos Santos tinha razão.

Na noite dessa quarta-feira, na temida altitude de La Paz, o Ceará, mesmo com 11 desfalques, 6 deles titulares, ganhou de virada do The Strongest, por 2×1, no jogo de ida das Oitavas de Final da Copa Sul-Americana.

Com o resultado, o Vovô pode até empatar na partida de volta, quarta-feira que vem, às 19h15, na Arena Castelão, que mesmo assim avança na competição continental.

O duelo em La Paz, como sempre acontece, é cercado muito mais pelo receio da altitude, do que por temor ao adversário. E olhe que o The Strongest havia goleado do Athletico por 5×0, pela Libertadores há 3 meses. Assim, os alvinegros foram a campo sabendo o que tinha de fazer. Sair vivo da Bolívia.

Mas o que aconteceu foi que o Ceará não apenas saiu vivo, como ainda deixou os bolivianos quase mortos. Inteligente, seguro, e eficientes, os alvinegros driblaram não apenas todas as adversidades, como ainda conseguiram sobressair mesmo levando um gol aos 5min.

Sabendo que havia uma qualidade técnica acima, o Ceará soube poupar fôlego, chegar ao ataque com inteligência e ter força para se defender quando a pressão aumentasse. Estrategicamente, Marquinhos Santos foi perfeito.

Tanto que o 1º tempo foi para conhecer o terreno e o inimigo, mas quando fosse possível poderia ir mais além. Quando começou a 2ª etapa, com a saída dos atletas que sentiram a altitude, Vina e Michel Macedo, o Vovô foi atacar o inimigo.

E o empate parecia ser questão de tempo. Tanto que aos 31 Erick fez o dele, mesmo machucado com um corte na boca. E como numa estratégia de guerra para sair vivo, porque não abater o inimigo. E no finalzinho, o golpe de misericórdia: Geovane lançou e Zé Roberto, que havia entrado no intervalo virou o placar.

Foto: Felipe Santos/Ceará SC

A vitória traz consequências favoráveis em todos os aspectos ao Ceará. Eleva a moral dos jogadores, que estavam em baixa com os últimos resultados, deixa o time praticamente classificado para as quartas de final e ainda comprova que o treinador Marquinhos Santos tem competência para seguir no comando do time.