Foto: Felipe Santos/Ceará SC

Não. Não foi apenas uma vitória por 2×1. Aliás, vencer na Copa Sul-Americana já virou rotina para o Ceará. O que aconteceu na noite dessa quarta-feira, 29 de junho, em La Paz, é para ficar marcado para sempre nos registros de historiadores de futebol.

Para começar, o time alvinegro foi à Bolívia sem 11 jogadores, 6 deles até então titulares: João Ricardo, Bruno Pacheco, Richard Coelho, Rodrigo Lindoso, Mendoza e Cléber. Não bastasse, o goleiro reserva, também estava fora, Richard. Pra fechar, somente 4 times haviam vencido o The Strongest em La Paz. E obviamente nada se compara a jogar numa Altitude de mais de 3.600 metros. Se não bastasse, saiu atrás do placar com 5min de bola rolando.

Ou seja, tudo desfavorecia a equipe de Marquinhos Santos, que para muitos já deveria ter caído, logo após o empate diante do Atlético/GO, por 1×1, no domingo passado.

Mas o Ceará foi arrebatador. Heroico. Espetacular. A vitória ganha ainda mais adjetivos, por ter sido de virada, nos acréscimos, com gols de 2 jogadores contestados, um estava machucado com um corte na boca (Erick) e o outro saiu do banco de reservas (Zé Roberto).

É uma vitória que não pode ser esquecida. E que deverá ser sempre lembrada toda vez que o time brasileiro for jogar na altitude. Seguro, decisivo, competente e com fôlego. Esse foi o Ceará atuando num dos lugares mais temidos do futebol sul-americano.

E aqui é preciso destacar a atuação de todos os atletas, que se doaram ao máximo, mas principalmente o goleiro Vinicius Pacheco, o zagueiro Luiz Otávio, o volante Geovane e o atacante Erick. Assim como o técnico Marquinhos Santos, que elaborou uma estratégia perfeita para sair de La Paz não apenas vivo, mas com o adversário quase morto. Eles sempre serão lembrados pelo que fizeram neste 29 de junho de 2022.

O Ceará viveu uma noite magistral e deve desfrutar ao máximo. Poucos conquistaram o que o Vozão alcançou que os alvinegros não esqueçam.