Foto: Mateus Lotif/Fortaleza EC

Na 1ª participação na Copa Libertadores, o Fortaleza caiu num grupo pra lá de complicado com o supercampeão River Plate e os tradicionais Colo-Colo, do Chile, e Alianza Lima, do Peru. Mesmo assim, o time tricolor foi valente, aguerrido.

Após 2 derrotas nas 2 primeiras rodadas, o Leão se superou, conseguiu uma incrível reação, com 3 vitórias, 1 empate, e conquistou a classificação às oitavas de final de maneira arrebatadora ao vencer o Colo-Colo, em Santiago, por 4×3. O elenco foi recebido com festa no Aeroporto.

Nas fase de Mata-Mata, pegou o 4º melhor time da competição, o Estudiantes de La Plata. Empatou no Castelão, por 1×1, e acabou perdendo na Argentina por 3×0. Eliminação natural de um time que pela 1ª vez disputou a competição mais importante do continente.

O que deveria ser motivo de orgulho e de celebrar a campanha (a 2ª melhor de um nordestino) na Libertadores, parece ter se transformado num peso para os tricolores.

A terrível campanha no Brasileirão, onde é o último colocado com apenas 10 pontos em 15 rodadas e o medo do rebaixamento cada vez mais latente, deram a sensação de que o que foi feito na Libertadores não valeu nada.

É claro que a derrota para o Estudiantes, em La Plata, por 3×0, numa atuação irreconhecível, ajudou muitos torcedores a ficarem insatisfeitos e chateados com a despedida melancólica do torneio.

“O Sonho que Liberta”, “Da Série C a Libertadores”, ou “Do Inferno para a Glória”, como os próprios torcedores batizaram ao disputarem a principal competição de clubes da América parece ter virado um fardo e caiu no esquecimento.

Ou seja, se o time não se recuperar no Brasileirão, a jornada na Libertadores não terá sido importante.

Foto: Vinícius Palheta/Fortaleza EC