Fotos: Ascom/Fortaleza EC

É inegável que Juan Pablo Vojvoda está no panteão dos treinadores do Fortaleza. Em pouco mais de 1 ano no Pici, levou o clube tricolor a outro patamar com um futebol encantador, vitórias arrebatadoras, conquistas e títulos.

No entanto, o Fortaleza padece na zona de rebaixamento do Brasileiro. E não somente o técnico leonino, mas qualquer analista ou torcedor sabe que futebol é resultado. Assim, as glórias do passado não conseguem ajudar o time leonino dentro de campo nesta temporada.

Vojvoda parece insistir em uma formação, em um esquema tático, que lhe rendeu tudo o que conquistou nesse período no Fortaleza, mas que ficou conhecido e reconhecido pelos adversários e, talvez, parece estar fadado a não encantar mais. Como se os rivais tivessem encontrado um antídoto.

Só para se ter uma ideia, em 18 jogos no Brasileirão (e em outras do Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Libertadores), não houve uma partida, que enchesse os olhos como aconteceu várias vezes no ano passado. Até a ótima vitória em cima do Flamengo, em pleno Maracanã, por 2×1, teve seu aspecto de brilhante muito mais pelo resultado e pela “ousadia” de escalar 3 volantes do que pela atuação em si.

Se não bastasse, alguns jogadores não rendem mais como foi ano passado. Na verdade, não são nem sombra do que foram na temporada 2021. Sem contar que há uma insistência com outros atletas, que notoriamente não atuam bem e até prejudicam a condução do time em campo.

Vojvoda é inteligente, bem humorado e um excelente profissional, mas ele tem defeito também. E talvez a teimosia, para um técnico de futebol, seja o maior das imperfeições, maior até que a vaidade, a soberba, e olhe que estes já passaram pelo Pici e quem exalava não passou por esse momento que o Tricolor vive atualmente.

Só que a teimosia parece levar não apenas o treinador, mas o clube para um lugar que nenhum tricolor deseja.