Fotos: Lenilson Santos/Ferroviário AC

O ano de 2022 começava animador para o Ferroviário. O técnico Anderson Batatais contratado na temporada passada para cumprir os últimos jogos da Série C do Brasileiro pôde fazer um planejamento adequado para o elenco.

No entanto, ainda invicto no Campeonato Cearense, na vice-liderança, a apenas 2 pontos do 1º colocado, Caucaia, acabou demitido após empatar por 1×1 contra o Atlético/CE, no Elzir Cabral. A diretoria trouxe Paulinho Kobayashi, que, mesmo com pouco tempo, foi eliminado na Copa do Brasil para o Nova Venécia/ES, não tirou a liderança do Caucaia e perdeu as semifinais para o Fortaleza.

A diretoria pensando já na Série C do Brasileiro contratou Roberto Fonseca. Ficou 8 jogos no comando e não resistiu a 3 derrotas consecutivas. Caiu. Os dirigentes corais, então, foram atrás de Sidney Morais. Mas o ex-treinador do Icasa não durou 1 mês e também deixou o clube.

No mesmo período, o Presidente do clube, Newton Filho, e o investidor e diretor de futebol Arthur Boin, renunciaram. O Peixe foi comandado pelo vice Francisco Neto, que contratou Francisco Diá. Apesar do sucesso na temporada passada, o experiente e folclórico treinador não deu conta do recado e em 5 jogos conquistou apenas 1 vitória e o Ferrão acabou rebaixado.

A expectativa criada ano passado era para terminar na liderança da 1ª Fase do Estadual, chegar ao menos na 2ª fase da Copa do Brasil e permanecer na Série C do Brasileiro. O clube não conseguiu nada disso e ainda viu uma crise interna acachapante com a cúpula da diretoria saindo.

Ferrão vai precisar reconquistar a união de todos, juntar os cacos e tentar voltar aos trilhos para que não sofra em 2023 o que passou neste ano. Não ganhou nada e a 3 meses do fim da temporada (por causa da Copa do Mundo, acaba em novembro), não tem mais calendário.