
O Ceará jogou nesse domingo no Mineirão contra o Atlético/MG, com uma estratégia de baixo do braço: se defender até quando puder e sair de campo com a igualdade. O time cumpriu a risca esse planejamento e conquistou o objetivo traçado.
Depois de toda a crise instalada em Porangbuçu, arrancar o empate por 0x0 contra o atual campeão brasileiro, jogado na casa do adversário, com torcida pressionando e sob forte pressão, é obvio que o resultado precisa ser celebrado.
Ainda mais sem os 2 principais jogadores do time: Vina e Mendoza, suspensos. Claro que o galo também não contou com sua estrela, o atacante Hulk, mas os mineiros têm à disposição: Alan Kardec, Keno, Sasha, Zaracho, Nacho, Vargas, Pavon, Ademir…
Seria injusto fazer a comparação entre os 2 elencos, por isso é que o resultado tem um sabor especial para os cearenses. É verdade que os atleticanos foram os donos do jogo em posse de bola, finalizações, escanteios, lances de perigo. Mas o que vale é bola na rede e isso o Vovô evitou.
Ponto positivo para a defesa, que novamente apresentando falhas na saída de bola, conseguiu impedir o pior. Aliás, foi a 1º vez com Lucho de treinador que o Ceará não sofreu gol.
Por outro lado, o ataque alvinegro padeceu e foi mero espectador. Tanto que Nino Paraíba é quem foi o mais acionado e teve a melhor chance, ainda no 1º tempo. Aliás, só foi isso.
O resultado é para ser comemorado, mas se o Ceará realmente quiser permanecer na Série A para 2023, o ataque precisa funcionar, em qualquer lugar. Foi assim contra o Flamengo, jogou e fez gol.
Os próximos 2 jogos serão decisões de Campeonato: Cuiabá, domingo, no Castelão, e Atlético/GO, no outro final de semana, em Goiânia. Ou faz gol ou vai sofrer até o último minuto da última rodada.
