Caíque celebra o 2º gol alvinegro Foto: Felipe Santos/Ceará SC

Ninguém ganha do maior rival 3 vezes consecutivas sem mérito. O Ceará comprovou que não basta um elenco mais qualificado para vencer um Clássico, são necessários outros fatores.

Inteligência. O sistema defensivo alvinegro anulou o ataque do Fortaleza, que não funcionou no 1 º tempo e só cresceu, quando partiu pro abafa, quando estava com 1 jogador a mais e os jogadores do Ceará pareciam cansados.

Equilíbrio. O Ceará não teve nenhum jogador expulso. Morínigo viu que Vitor Gabriel já tinha tomado o amarelo e estava muito pilhado. Tirou o centroavante no intervalo e ainda mandou seus jogadores com 1 cartão evitarem levar o 2º.

Eficiência. Novamente, o Ceará fez mais gols que o rival, marcou 3 e só levou 2.

A equipe de Gustavo Morínigo mostrou isso desde o 1º encontro entre os 2 maiores clubes do Estado e repetiu a dose nesta quarta-feira, com uma nova vitória, dessa vez por 3×2, e garantiu vaga na Final da Copa do Nordeste.

Assim como nos outros 2 duelos, o Ceará não fez uma grande partida, pelo contrário. Nesta semifinal, mesmo com 1 jogador a mais desde os 10min do 2º tempo, sofreu, levou pressão e mesmo com 2 gols de vantagem, ganhava por 3×1, quase leva o empate.

Mas o “quase” nunca triunfo no futebol. Em Clássico-Rei e principalmente em jogo decisivo não se joga, se ganha. E o Ceará fez isso (novamente). O time alvinegro abriu o placar no início, em cobrança de pênalti de Erick.

Recuou demais, levou o empate. Mas não deu nem tempo o rival celebrar, fez o 2º com Caíque e esperou o intervalo. Na volta dos vestiários, avassalador, com 1min, fez o 3º e praticamente matou o Clássico.

Poucos minutos depois, Galhardo foi expulso e aí parecia que tudo já estava consumado. Mas o Fortaleza melhorou com 1 jogador a menos, diminuiu com Lucero com 18min da etapa final e foi pro tudo ou nada.

O Ceará pareceu ter cansado. Viu o adversário crescer em campo, colocar bola na trave, fazer gol (anulado pelo assistente e pelo VAR), mas também acabou desperdiçando 3 chances inacreditáveis, que poderiam ter acabado o Clássico bem antes.