Vini Jr virou o principal nome na luta contra o racismo. Foto: Reprodução/Twitter

“Com Racismo Não Tem jogo”. Esse é o slogan da CBF para combater uma das maiores chagas da humanidade. Mas no amistoso da Seleção Brasileira contra a Guiné, na Espanha, semana passada, que servia para combater a discriminação contra os negros, houve racismo e justamente contra o amigo e assessor do Vini Jr, principal nome na luta contra esse mal no Planeta.

O futebol, que para muitos é apenas o espelho da sociedade, faz muitos discursos, muitas propagandas e muita publicidade no combate ao racismo. São escudos nos uniformes, faixas na entrada das partidas, declarações fortes e muita conversa, mas ações pra valer não há.

Claro que existem Leis rigorosas, mas as punições são brandas, ou seja, não servem para nada. Talvez, sirvam apenas para argumentarem que existe a tentativa, sim, da elite, do judiciário, dos que comandam de fazerem justiça.

No entanto, no máximo, o que realmente há é uma inflamação, uma revolta, uma indignação generalizada de muitos (principalmente da turma, que adora lacrar), mas o dedo na ferida, ninguém coloca.

2 exemplos básicos e banais de ações que poderiam prover o futebol, ao invés de placas de publicidade.

1) Que tal as crianças, que entram com os jogadores no campo para o Hino Nacional, serem todas ou a maioria negras.

2) Assim como há nos maços de cigarros imagens fortes de que o produto faz mal a saúde, que tal expor no ingresso físico ou virtual do jogo o mal que o racismo faz e as consequências que pode causar.

Como bem ensina o Professor e Historiador Leandro Karnal, com coerção (leis duras e punições com rigor) e educação (cartilhas, palestras, seminários e ações com representatividade) é possível amenizar e conscientizar a população a combater o racismo. Há 30 anos ninguém usava cinto de segurança. Hoje, o cenário é bem diferente.

Depois do que aconteceu com Vinicius Júnior no Real Madrid e a comoção causada, parece que novamente o combate esfriou e talvez só volte à tona, quando acontecer outro episódio, outro crime e assim a ciranda segue com o racismo prevalecendo e vencendo.

Por isso, não é possível baixar a guarda. A luta contra essa chaga precisa ser constante e principalmente com ações, basta de discursos e marketing de ocasião.