
O futebol feminino cearense tinha tudo para ter uma temporada arrebatadora, inédita e inesquecível. Depois de bater na trave 3 vezes, o Ceará havia conquistado o título e o acesso a elite em 2022 e chegava em 2023 para disputar a Série A do Brasileiro.
O que deveria ser motivo de orgulho acabou se tornando numa enorme decepção e numa vergonha única causada por uma administração inconsequente e indolente. As Meninas do Vozão protagonizaram vexames surreais e históricos e se despediram da competição com apenas 1 ponto e 14 derrotas em 15 jogos disputados.
No entanto, com muita perseverança, muito trabalho e principalmente honra, a equipe alvinegra conseguiu se reerguer no Estadual. Levou o título de Campeã Cearense derrotando o Fortaleza na final nos pênaltis, em um jogo histórico na Arena Castelão.
Já as leoas voltaram a bater na trave outra vez e perderam a chance de disputar a elite nacional. Depois de uma excelente campanha invicta na 1ª Fase, a equipe tricolor acabou eliminada pelo América/MG, em casa, e deu adeus ao sonho.
Aliás, o Fortaleza se despediu da temporada 2023 perdendo o Estadual e o Sub-17 para o Ceará, além de não ter somado nenhum ponto na Copinha Paulista Feminina, que acabou ontem em São Paulo, e pela 1ª vez foi organizada.
Por outro lado, a grata surpresa do ano foi a equipe do R4. O time de Ronaldo Angelim, em Juazeiro do Norte, chegou às semifinais do Cearense, e só perdeu nos pênaltis nas semifinais para as Meninas do Vozão. Que siga firme e forte para em 2024 mostrar a força do Interior.
Aliás, 2023 deve ser servir de aprendizado para quem faz o futebol feminino. Tanto para alvinegras, quanto para tricolores. Enquanto acharem que a categoria é apenas uma obrigação e não um meio para elevar o esporte, vão continuar padecendo.
Vale lembrar que neste ano, a FCF criou pela 1ª Vez uma competição de base (Sub-17) e a TV aberta com a TVC exibiu os jogos para todo o Estado.
- Ederson é um dos 3 finalistas ao prêmio de melhor goleiro da Fifa 2023
- Governo anuncia acordo com operadora e haverá 100% de cobertura de Internet em toda a Arena Castelão em 2024
- Saiba quem é Lucas Mugni, meio-campista argentino que estava no Bahia, 5º reforço do Ceará para 2024
- Fim do Mistério: Vojvoda informa a Marcelo Paz que vai ficar no Fortaleza e cumprir o contrato
Ou seja, a conversa de que não há apoio ou visibilidade é uma via de mão dupla, é necessário que os clubes também façam sua parte para que o futebol feminino cresça.
Que 2024 seja diferente e principalmente vitorioso.
