
Sebastião Belmino, um dos mais carismáticos e queridos comunicadores que o Brasil já teve, falava que era tão cearense, tão apaixonado pela terrinha, que vibrava quando via o nome de Fortaleza na previsão do tempo do Jornal Nacional.
Creio que peguei essa paixão do querido Bel. Porque todas as vezes que vejo um cearense se destacando em qualquer meio, seja na educação, na economia, nas artes, na música, na cultura e, claro, no esporte, eu fico feliz e orgulhoso.
E vibro outra vez ao saber que o querido Mauro Neto, vice-presidente da FCF, foi nomeado pela CBF para comandar a nova comissão antiviolência do futebol brasileiro.
A ideia da entidade, comandada por Samir Xaud, é que essa comissão “desenvolva propostas e coordene ações que fortaleçam a segurança, a convivência pacífica, a inclusão e a proteção de todas as pessoas integrantes do ecossistema do futebol brasileiro, especialmente torcedores, atletas, integrantes de comissão técnica, árbitros e trabalhadores dos estádios, resguardando-os de toda e qualquer ação de violência motivada a pretexto da atividade futebolística, independentemente do local em que ocorra”.
Não é de hoje que o Brasil padece com a violência, e o esporte, principalmente o futebol, não está à margem do caos. Ainda mais quando a Pesquisa Nexus (CBF, 2025), indica que entre 2023 e 2024, o futebol brasileiro registrou mais de 460 casos de violência, com 62 mortes confirmadas no período. A maioria das ocorrências, cerca de 70%, aconteceu fora dos estádios.
Sem contar que para 74% dos brasileiros, os estádios não são ambientes seguros para levar crianças, idosos e cônjuges.
Por isso, a responsabilidade para comandar essa comissão é enorme e creio que Mauro Neto pode desenvolver um trabalho convincente e ajudar o futebol brasileiro a se tornar novamente um ambiente familiar.
Claro que o problema da violência não vai ser resolvido apenas com canetada, é necessário um trabalho conjunto de todos.
No entanto, quando é um cearense que fica à frente de uma importante pasta dessas, bate um desejo de que, juntos, podemos ajudar a fomentar a segurança, o convívio familiar e melhorar o ambiente em torno do futebol.
Todos que vivem ou estão ligados ao esporte sabem que o futebol é um dos grandes catalisadores para o crescimento social dos mais vulneráveis.
Quem sabe com mais uma Copa do Mundo, agora a Feminina, em 2027, impulsione e influencie autoridades, gestores, empresários, dirigentes, atletas e ex-atletas a embarcarem nesse projeto de combater a violência e retomar o universo da família brasileira para o nosso apaixonante futebol.
