Rayan celebra a vitória brasileira. Fotos: Rafael Ribeiro/CBF

Eu imaginava que seria tão difícil a Seleção Brasileira passar pelo Japão, mas que não precisava ser praticamente no último lance do jogo e ainda de virada.

Claro que o Brasil tem muito mais elenco que os japoneses, mas isso só prova que Ancelotti ainda precisa fazer vários ajustes.

O que deu pra perceber foi a dificuldade enorme da Seleção em furar um time organizado e que fez uma linha de 5 e até 6 na defesa.

Jogar a bola para o Vini Jr resolver é uma possibilidade, mas quando ele está bem marcado, o Brasil precisa de alternativas. E aí, faltou Paquetá, Matheus Cunha e Rayan aparecerem.

Com o erro do Danilo, que originou o gol dos japoneses, o Brasil foi pra cima e encontrou um “ônibus” parado pela frente e não soube como lidar nos 45 minutos iniciais.

Na etapa final, com Endrick no lugar de Paquetá, machucado, Rayan aparecendo um pouco mais, e um exagero em chuveirinho na área, o Brasil chegou ao empate com quem foi um dos piores no 1º tempo: Casemiro.

Aí, o Japão sentiu, se acovardou, ficou muito recuado e não conseguia encaixar um contra-ataque. A virada brasileira era questão de tempo.

Vale ressaltar que Ancelotti preteriu Neymar, e preferiu Martinelli, quando o relógio apontava 21min do 2º tempo. E o Brasil seguiu firme buscando a virada, mas faltava alguém pra acertar a bola.

Vini Jr teve uma grande oportunidade num dos poucos contra-ataques do Brasil, e seria um gol de placa.

A virada, contudo, saiu apenas nos acréscimos com mais uma ótima assistência de Bruno Guimarães, o melhor em campo, para Martinelli.

Que venha a Noruega!

FICHA TÉCNICA / Japão 1×2 Brasil

Competição: Copa do Mundo
Local: Estádio de Houston, Houston (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 68.777 pessoas
Gols: Sano (28′), Casemiro (54’) e Gabriel Martinelli (90’+4′)
Cartão amarelo: Casemiro e Danilo
Árbitro: Maurizio Mariani (Itália). Assistentes: Daniele Bindoni (Itália) e Alberto Tegoni (Itália). VAR: Marco Di Bello (Itália)

BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho, aos 90′), Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 96′) e Lucas Paquetá (Endrick, no intervalo); Rayan, Matheus Cunha (Gabriel Martinelli, aos 75′) e Vini Jr. Treinador: Carlo Ancelotti

JAPÃO: Zion Suzuki; Shogo Taniguchi, Ritsu Doan (Sugawara, aos 75′), Daizen Maeda (Ogawa, aos 96′), Keito Nakamura (Junnosuke Suzuki, aos 75′), Junya Ito (Machino, aos 77’), Daichi Kamada (Tanaka, aos 77′), Ayase Ueda, Hiroki Ito, Takehiro Tomiyasu e Kaishu Sano. Técnico: Hajime Moriyasu.