Carlo Ancelotti com Samir Xaud na apresentação do treinador italiano. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A culpa não é do ciclo, conturbado, com 4 treinadores, com 2 presidentes da CBF, quem dera fosse.

Até porque é bom lembrar que em 2002, quando a “Família Scolari” surgiu o ciclo foi tão ruim, quanto o de agora para 2026.

Ser eliminada nas Oitavas de Final para a Noruega, que está na 2ª ou 3ª prateleira do futebol europeu, com apenas 34% de posse de bola, com pênalti perdido, substituições erradas, escalações equivocadas, convocações surpreendentes… não é possível apontar o dedo para um único culpado.

O treinador Carlo Ancelotti, sem dúvida, tem muita culpa.

Assim como os jogadores, que estavam em campo e não tiveram competência para vencer a partida.

Samir Xaud e Rodrigo Caetano também estão com as mãos sujas, por estarem à frente da CBF.

O técnico Italiano foi uma grande decepção. Conhecido por ser um dos maiores e melhores treinadores da história do futebol, pareceu ser apenas um treinador de clube.

Porque de Seleção, Ancelotti errou demais. Desde o corte do lateral Wesley, quando ao invés de chamar um outro atleta para o setor, convocou um volante.

Além disso, minou jogadores, que estavam numa ótima fase e pediam passagem no time, mas que não tiveram oportunidades como titular: Danilo Santos e Luiz Henrique.

A passividade da Seleção diante da Noruega é de sua inteira responsabilidade. Nunca antes na história, o Brasil ficou com apenas 34% de posse de bola em jogo de Copa do Mundo.

Além, é claro, do mister, os jogadores mostraram que não têm competência ou estrela para decidirem jogos decisivos em uma Copa do Mundo.

Vini Júnior, Bruno Guimarães, Endrick, Rayan, Martinelli, Casemiro, Marquinhos, Danilo…

Aqui um parêntese, são excelentes jogadores, mas em clubes. Seleção Brasileira o nível é outro. E eles não conseguiram manter o nível contra a Noruega.

Agora, são 6 eliminações consecutivas para europeus: França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018), Croácia (2022) e Noruega (2026).

E vamos ser justos, de 2018 para cá, são derrotas para adversárias, que nem tradição nem títulos sequer na Europa.

Ou seja, são vexames para uma Seleção, que bate com todo o orgulho de ser a única pentacampeã do mundo.

Guardadas as devidas proporções, numa comparação com outras até então gigantes do futebol mundial, o Brasil parece que se tornou uma Alemanha, que não chega às Oitavas desde 2014. Ou uma Itália, que não consegue nem se classificar para a Copa.

O receio é que se a turma que estiver à frente da Seleção continuar achando que o Brasil ainda é o País do Futebol ou que precisam ter respeito com as 5 estrelas, é muito provável que vamos completar mais um ciclo de decepção em 2030.