
Tenho vários colegas em outros Estados que de vez em quando nos comunicamos e a pergunta é inevitável: kempao, o que foi que houve aí com os torcedores cearenses? Os estádios agora são sempre vazios. Não tem mais aquela festa, aqueles mosaicos.
Eu respondo o que muitos torcedores me respondem, quando eu pergunto a eles sobre o motivo de não estarem mais indo aos estádios: desmotivação, falta de credibilidade da diretoria, não tem um jogo que empolgue, não há adversários de peso, passa na tv, não vou sair de casa pra ver uma pelada…
Ou seja, não é apenas um motivo: “Ah, caiu pra Série B, só vou voltar ao Estádio, quando subir de volta”.
Não é apenas, porque o clube foi rebaixado. Claro, que é o motivo que mais pesa, mas quando junta a queda com os motivos elencados a cima, o “abandono” chega a ser até natural.
No entanto, não estou surpreso com o motivo, ou melhor, motivos alegados pelos torcedores, o que me surpreende é a passividade das diretorias dos 2 clubes.
Veja que em nenhum dos motivos citados acima, o torcedor apontou o fator financeiro.
Mas as diretorias insistem com essa “promoção” de ingresso mais barato ou acompanhado de sócio não paga e por aí vai.
Os dirigentes aceitam (calados) a evasão do seu torcedor e não fazem praticamente nada.
Pelo jeito, esperam que o time engate uma sequência incrível de vitórias, com ótimo futebol, fiquem na parte de cima da tabela para somente aí acreditar que o torcedor vai retornar.
Ou seja, vai ser difícil.
O problema é que para criar alternativas e soluções para o torcedor voltar ao Estádio dá trabalho, precisa pesquisar, estudar e investir.
Só que a turma quer tudo de mão beijada. Ou melhor, quer que caia do céu. Que de uma hora pra outra, o torcedor tenha dó do clube e volte a apoiar.
E olhe que já estamos no meio da temporada e a turma não se toca que o torcedor não vai voltar, assim, do nada.
Eu tenho aqui comigo várias propostas para ajudar. Mas num tem perigo de essa turma querer ou executar. Sabem por quê? “precisamos focar no campo para conquistarmos nosso objetivo que é conquistar o acesso”.
Ok. Enquanto isso, vendam mando de campo, sofram com protesto de público zero, as rendas sigam negativas no borderô e continuem afastados do maior patrimônio do futebol.
Pra não dizer que não deixem nenhuma solução, aqui um “teaser”:
Primeiro de tudo, é preciso fazer com que o torcedor volte a ter uma conexão com o time, com os atletas, com a comissão técnica, com o clube.
Enquanto acharem (neste momento difícil) que jogador, treinador e dirigentes são celebridades ou astros do cinema ou da música, vão seguir nesse abismo, nessa distância sideral.
Fica a dica.
