
Antes de começar a Copa, a Espanha era apontada como uma das favoritas ao título. Na mídia, havia uma enorme expectativa para saber se a CazéTV, com a exclusividade de vários jogos e por transmitir todas as 104 partidas do Mundial, conseguiria dar conta.
Além disso, era a 1ª Copa em 3 países e com 48 seleções.
A Espanha foi campeã eliminando a favorita Portugal, a favoritaça França e na Final ainda atropelou a surpreendente Argentina de Messi.
Já a CazéTV arrebentou com transmissões empolgantes e ainda bateu o recorde de visualizações simultâneas em lives do Youtube.
Não há dúvida, os espanhóis e a turma de Casimiro Miguel foram os grandes campeões.
Claro que é possível destacar o protagonismo absurdo de Erling Haaland, com a Noruega, com a vitória em cima do Brasil.
A apaixonante Cabo Verde, do goleiro Vozinha.
O torcedor símbolo da República Democrática do Congo, Michel Kuka Mboladinga, também chamado de Lumumba Vea, que ficava como uma estátua em pé com o punho erguido durante as partidas da Seleção.
Os gols de Kylian Mbappé, que não só se tornou artilheiro por 2 mundiais consecutivos, como agora é o maior goleador da história da Copa do Mundo com 22 tentos.
E também o astro argentino Lionel Messi, que comandou a sua seleção de forma brilhante até a Final com jogos e viradas inesquecíveis.
Verdade que ele e seus hermanos decepcionaram na Final. Porém, até o duelo contra os espanhóis Messi era o grande nome da Copa, no alto dos seus 39 anos.
Voltando para a campeã Espanha. O que se viu foi uma equipe coesa, que não fugiu do seu padrão (desde 2010), controlou todas as partidas com seu estilo implacável de toque de bola e marcação intensa, levou apenas 1 gol durante todo o mundial, foi melhor que todos os 8 adversários que enfrentou e ainda massacrou a Argentina na Final.
Apesar do placar magro, os comandados de Luis de la Fuente deram um baile e mereciam um placar bem mais elástico pelas várias chances criadas e por não ter visto seu goleiro ter sequer sido ameaçado durante mais de 110 minutos.
Havia, claro, uma expectativa para que o jovem Lamine Yamal pudesse mostrar seu protagonismo, mas esteve bastante discreto em vários jogos, inclusive na Final.
Por outro lado, o capitão e meio-campista Rodri voltou a ser olhado de uma forma mais apurada e muitos, que não conheciam e torceram o nariz por ele ter ganho de Vini Júnior o título de Bola de Ouro, em 2024, perceberam sua performance absoluta de liderança e principalmente de talento para conduzir e passar a bola, aliada a marcação e posicionamentos com extrema eficiência.
Rodri ganhou o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo.
Vi alguns refutando a premiação, mas vamos lembrar de 2002.
Naquele ano, a Fifa deu o prêmio de melhor do Mundial para o vice-campeão alemão, o goleiro Oliver Kahn, que tinha feito uma Copa perfeita, mas levou um frango na Final, enquanto Ronaldo fez 2 gols e se tornou o artilheiro.
Não acho que também seria justo dar o prêmio ao Messi, ainda mais pela péssima atuação na Final, onde se esperava tanto do 10 argentino, mas teve uma atuação apagadíssima.
Enquanto Rodri fez uma Copa constante, no seu estilo e no da Espanha, e na Final ajudou até onde aguentou a Fúria a passar por cima dos argentinos.
Já a CazéTV brilhou em praticamente tudo, teve apenas o incômodo das bets, mas nada que pudesse macular o espetáculo que entregaram do início ao fim.
E olhe que sofreu uma dura concorrência das TVs e até das Rádios, que batiam na conversa do delay, e depois com o papo de que estavam transmitindo e torcendo para Argentina
Casimiro e seus comandados passaram por todos os adversários com o famoso drible da vaca. Recordes e mais recordes, brincadeiras quando era possível, jornalismo quando o tema pedia, zoeira quando o público queria e empatia com o Vozinha para tirar o goleiro de Cabo Verde do anonimato para se tornar um fenômeno nas redes sociais.
Sem contar a categoria nos comentários de Rafael Oliveira e Amanda Viana e as reportagens de Fred Caldeira.
Agora, é preciso também apontar a desorganização dos EUA, os estádios com pontos cegos, a transmissão que perdia lances e não mostrava ‘replays’, a influência do Presidente Trump na Fifa para anular a suspensão automática do atacante Folarin Balogun, expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no jogo contra a Bósnia.
A negação de vistos e de impedir jornalistas, ex-jogadores e até árbitros de entrarem nos EUA, de não deixarem a Seleção do Irã ficar 48h em solo americano foram atitudes lamentáveis, deploráveis e injustificáveis.
Não vou citar a decepção que foi a Seleção Brasileira, porque esse assunto já foi amplamente debatido e só um adversário pode ter ficado contente com a campanha vergonhosa de uma equipe que muitos acreditavam no tão sonhado Hexa.
Tirando esses (poucos episódios), foi sem dúvida alguma uma excelente Copa do Mundo.
Aliás, é inegável que com 48 seleções o mundial também ficou viável e bem interessante.
Não houve queda no aspecto técnico e proporcionou grandes espetáculos, que ficarão marcados para sempre.
Agora, é esperar por 2030 na Espanha, em Portugal e no Marrocos, mas também com os 3 primeiros jogos de abertura no Uruguai, Argentina e Paraguai, por causa do centenário da Copa do Mundo.
