Até os 42min do 2º tempo, o Ceará não havia criado as melhores oportunidades, não havia desperdiçado as grandes chances e o Richard tinha feito 2 grandes defesas.

Com isso, o Fortaleza parecia, repito, parecia estar confortável no Clássico-Rei deste domingo, com mais de 38 mil pessoas na Arena Castelão.

Afinal, o Tricolor conquistaria a 3ª vitória consecutiva na Série B, chegaria aos 50 pontos e ainda quebraria o tabu de 15 jogos sem vencer o maior rival.

Aí, eu pergunto: como o empate do Ceará, com o gol marcado pelo jovem Melk, aos 43min do 2º tempo não é considerado um sabor de vitória para os alvinegros?

O clube alvinegro vive um dos seus piores momentos nessa década, em uma grave crise financeira, administrativa e política fora das quatro linhas.

Dentro de campo, o Vovô padece com jogadores machucados, contratações equivocadas e lutando contra o rebaixamento, com o risco de terminar a rodada no Z4.

Então, somente uma pessoa de fora, que não entende o que está acontecendo ou que não quer entender o que ocorre, pode achar que o Ceará não deveria celebrar o empate com sabor de vitória.

Agora, ao final da Série B, dependendo de qual colocação os 2 times possam terminar, é óbvio que haverá provocações e comemorações.

No entanto, no último Clássico-Rei de 2026, o empate foi motivo, sim, de euforia por parte dos alvinegros.