Em março de 2020, nem o pior pessimista e muito menos o melhor dos videntes poderia imaginar a calamidade que o mundo do futebol poderia passar com a Pandemia do Coronavírus.

Naquele mês, o futebol cearense e brasileiro foi paralisado e os campeonatos em andamentos suspensos. A bola só voltou a rolar 3 meses depois. Em solo alencarino apenas em julho com o retorno do Estadual.

De lá para cá, os dois maiores clubes do Estado, Ceará e Fortaleza, já foram a campo 96 vezes. Em todas as partidas pelo Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e pelo Brasileirão, os estádios estiveram vazios.

Conhecidos pela paixão de seus respectivos torcedores, alvinegros e tricolores estão próximos de uma triste marca centenária. Sem o apoio dos fãs, o Fortaleza foi campeão cearense e o até então treinador Rogério Ceni chegou a lamentar não poder se despedir dos apaixonados tricolores.

O Ceará foi campeão da Copa do Nordeste, de forma invicta, longe de casa e do público, e garantiu mais um ano na Série A sem o apoio dos alvinegros. Vale ainda ressaltar que pela primeira vez na história um Clássico-Rei foi realizado fora do Estado. A semifinal do Nordestão aconteceu em Salvado e sem torcedor.

Unanimidade entre todos os envolvidos, a ausência do público prejudicou o desempenho, a emoção e até a forma de jogar dos atletas. Sem os gritos das arquibancadas algumas partidas pareciam até treinos coletivos.

Se não bastasse o prejuízo lá no gramado, nos cofres dos clubes o rombo é ainda maior. Em 2019, juntos, só de bilheteria no Campeonato Brasileiro, Ceará e Fortaleza arrecadaram mais de 22 milhões. A expectativa era de que nesta temporada o montante subisse para R$ 30 milhões.

Para piorar, não há perspectiva de quando o público vai poder voltar aos estádios. Com o fim do Campeonato Brasileiro agora em fevereiro, mas com o Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil (além de Sul-Americana e Libertadores) começando em março para alvinegros e tricolores, pelo jeito, a marca centenária sem o torcedor nas arquibancadas tende só a crescer.

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