Um dos grandes ídolos do Ceará e o maior ganhador de títulos neste século, ao lado do ex-volante João Marcos, Ricardinho está de saída do clube. O jogador de 35 anos acertou com o Botafogo.

No Rio, Ricardinho vai reencontrar o técnico Marcelo Chamusca, com quem conquistou o acesso à Série A do Brasileiro em 2017. O objetivo é o mesmo: subir o time da Estrela Solitária.

E estrela, Ricardinho tem de sobra no Ceará. Foram mais de 300 jogos, quatro títulos estaduais (2013, 2014, 2017 e 2018) duas Copas do Nordeste (2015 e 2020) além, como já citado, o acesso em 2017. É carinhosamente chamado de Maestro pelos torcedores alvinegros.

Não bastassem todas as conquistas em campo, Ricardinho é um dos mais respeitados, decentes e profissionais que já passaram não só por Carlos de Alencar Pinto, mas pelo futebol cearense. Nessa sua segunda (em 2007 passou pelo clube, mas de forma muito rápida) e talvez última passagem pelo Ceará, o clube alvinegro deveria fazer uma justa e grande homenagem ao jogador.

Como jornalista, entrevistei diversas vezes Ricardinho, sempre atencioso, honesto, sincero e muito profissional. Era o típico jogador que nós, repórteres, gostávamos de entrevistar. Mesmo em momentos de maré baixa, não fugia das perguntas e tentava responder o que fosse possível, mantendo o respeito a companheiros e treinadores. E quando a maré estava alta, sabia respeitar adversários e aqueles que o havia criticado nos momentos de dificuldade.

Funcionários do clube que estão em CAP desde a primeira passagem de Ricardinho em 2013, não escondem de ninguém o apreço, carinho e respeito que têm pelo jogador. É sempre citado como uma pessoa de caráter, algo raro hoje em dia. Vai fazer falta, mas vai tentar ser feliz novamente mostrando talento dentro de campo.

📸 Arquivo Pessoal