Nesta atual temporada são 4 vitórias, 2 empates e uma derrota, uma classificação à segunda fase da Copa do Brasil e nenhuma apresentação convincente do Fortaleza até agora. A pressão no técnico Enderson Moreira cresceu ainda mais ao perder para um time alternativo do Santa Cruz, que era o lanterna da Copa do Nordeste e vinha de 4 derrotas em 4 jogos.  

Se por um lado há motivos para cobrar o comandante tricolor, por outro há argumentos que lhe dão escudos para se defender da enxurrada de críticas. Em apenas 21 dias, o Fortaleza realizou todas as 7 partidas da temporada. É um jogo a cada 3 dias. Se não bastasse, nessas 3 semanas, somente 3 atividades com o elenco. Para piorar (ou melhorar), a cada semana chegam novos jogadores.

A falta de padrão é clara nos jogos do Fortaleza. A sensação que dar é que os jogadores se encontraram e foram para o campo. O pior é que talvez seja isso mesmo. Só para se ter uma ideia, veja como foram os últimos 11 dias do elenco.

Sábado (13) – Empate contra o Treze, no Castelão

Domingo (14) – Elenco se reapresenta e treino para os que não atuaram 90 minutos.

Segunda (15) – Delegação viajou para o Rio Grande do Sul.

Terça (16) – Delegação treina de forma leve em Porto Alegre e viaja para Caxias.

Quarta (17) – Time vence o Caxias pela Copa do Brasil e se classifica.

Quinta (18) – Delegação viaja de madrugada para Porto Alegre e pela manhã embarca de volta pra Fortaleza.

Sexta (19) – Elenco se reapresenta e treino para os que não atuaram 90 minutos.

Sábado (20) – Time empata com o Ceará no Clássico-Rei pela Copa do Nordeste.

Domingo (21) – Elenco se reapresenta e treino para os que não atuaram 90 minutos.

Segunda – dia 22 – Elenco treina no Pici

Terça – dia 23 – Time perde para o Santa Cruz pela Copa do Nordeste

E o ritmo não vai parar. Nesta quarta-feira, o elenco se reapresenta e na quinta já viaja para Teresina, onde no sábado, enfrenta o 4 de Julho, pela Copa do Nordeste, e recomeça tudo de novo. Como diria aquele filósofo: Enderson vai precisar trocar o pneu com o carro em movimento.

A falta de treinos, aliada aos novos reforços chegando, com jogadores se conhecendo praticamente em hotéis e em concentração, não ajudam o trabalho do treinador leonino. Neste momento, Enderson Moreira clama apenas por tempo para treinar.

Mas ainda sim, depois, caso consiga esse privilégio (escasso), vai precisar colocar em prática, jogar bem e ganhar as partidas. Até porque, como diria outro famoso filósofo: treino é treino, jogo é jogo.

 O complicado é que se a falta de tempo e treinos continuarem, junto com o mau desempenho em campo, a situação do treinador vai ficando cada dia pior. Já deu pra perceber que não adianta bons resultados (empate no Clássico-Rei, classificação na Copa do Brasil, vitória na estreia do Estadual e G4 da Copa do Nordeste).

Diretoria, jogadores e comissão técnica sabem que o sarrafo do torcedor do Fortaleza aumentou. Empatar com o Flamengo no Castelão pode ser um bom resultado, não vencer times da Série C e D dentro de casa esgota a paciência dos tricolores mais exaltados.

Talvez, seja agora a hora de sabermos se o elenco realmente tá fechado com o treinador. É neste momento, que os atletas vão atrás de uma bola perdida, capricham mais numa bola parada, se concentram mais na defesa, na finalização, usam todo o gás para recuperar uma bola, apontam os equívocos, deixam de vaidade e descartam o ego. O elenco abraça o treinador e dar respaldo à diretoria. Ou, então, vão ceder à pressão.

📸Bruno Oliveira/Fortaleza EC