– O atacante Ciel, ex-Ceará, Caucaia, Guarany e Fluminense, foi o primeiro a entrar em campo. Ele puxou a fila dos jogadores do Salgueiro. No Ceará, o zagueiro e capitão Luiz Otávio estava à frente de todos os alvinegros, mas quem entrou primeiro em campo foi o lateral Gabriel Dias.

-Aliás, antes de a bola rolar, Ciel falou com Luiz Otávio e conversou por um bom tempo com o atacante Clebão, do Ceará. Enquanto o assistente Luís Carlos Costa conversou com o treinador Guto Ferreira e o auxiliar Alexandre Faganello.

– O zagueiro Messias começou o jogo com a camisa por dentro do calção e dessa vez, depois do intervalo, não teve essa de colocar pra fora. Passou o jogo todo no melhor estilo anos 1980.

– O delegado da partida foi aos dois bancos de reservas, observou alguns integrantes das duas equipes usando a máscara incorretamente. Com bastante educação, pediu, fazendo o gesto com a mão, para usarem a proteção no rosto sobre a boca e o nariz, como ele estava usando.

– No minuto de silêncio, em respeito às vítimas de Covid, todos os integrantes do banco do Salgueiro ficaram em pé, lado a lado, abraçados.

– O volante Charles trombou com o meia-atacante Dadinha, do Salgueiro, e ficou no chão esperando o árbitro marcar a falta, mas o juiz gritou: levanta, levanta! Não foi nada! Levanta!

– Com 17 minutos de partida, o técnico do Ceará, Guto Ferreira, soltou o grito: Dá para jogar um pouco melhor. Dá pra jogar mais!

– Por falar em grito, o volante Oliveira é o que mais grita no time do Ceará. Incrível o espírito de liderança, de orientar e de incentivar os companheiros de equipe. Sem contar que joga muito.

– No momento do 1º gol, ninguém levantou do banco de reservas. Nem mesmo os que estavam sentados nas cadeiras ao lado. Guto e Faganello, contudo, celebraram bastante. Mas foi só Gabriel Dias chegar perto da área técnica que todos os companheiros suplentes foram lá para abraçá-lo e comemorar o segundo tento dele em duas partidas.

– Aliás, logo após o gol, o lateral Bruno Pacheco foi correndo para o banco de reservas receber orientação do técnico Guto Ferreira e, claro, beber aquele copinho d’água.

– Os jogadores do Salgueiro foram para o aquecimento, atrás das placas de publicidade, antes do intervalo começar, com 40 minutos do 1º tempo.

– No último ataque do Ceará na primeira etapa, em um cruzamento do Gabriel Dias, o atacante Clebão se esticou, mas não conseguiu chegar na bola; Vina estava livre. Guto ficou indignado e gritou alto e forte: porra!

– Logo em seguida, após uma falta não marcada para o Ceará, Guto gritou para o 4º árbitro: vamo marcar uma falta pra gente também, né? Só pra eles não dá.

– Aliás, esse lance causou um contra-ataque do Salgueiro, que quase saiu o gol do time pernambucano. Quando a bola parou, vários jogadores do Ceará foram reclamar com o árbitro, mas o volante Charles ficou revoltado. Gritou e gesticulou bastante, à distância, com o juiz e com o assistente.

– Três jogadores do Ceará não quiseram ficar sentados no banco de reservas. Colocaram cadeiras para acompanharem a partida: o meia Marlon, o atacante Felipe Vizeu e o zagueiro Klauss.

– Já o auxiliar técnico de Guto Ferreira, Alexandre Faganello, também preferiu sentar numa cadeira, mas em frente ao banco de reservas.

– Assim que acabou o primeiro tempo, Guto Ferreira foi o primeiro a deixar o campo e claramente não saiu satisfeito com o rendimento da equipe.

– Por sinal, o treinador do Vovô, que trocou a camisa, foi o primeiro a voltar para o segundo tempo. Retornou até primeiro que o goleiro Richard, que surge bem antes todos os outros companheiros e integrantes da comissão técnica.

– No intervalo, os jogadores do Ceará e do Salgueiro permaneceram no campo fazendo um aquecimento e brincado da tradicional roda de bobo. O interessante foi que os atletas do time pernambucano tiveram de mudar duas vezes de local, porque o sistema de irrigação foi ligado para aguar o gramado e eles acabaram se molhando.

– O atacante Ciel foi o único entre os 22 jogadores que tirou a camisa e foi para os vestiários durante o intervalo. Ele usava uma vestimenta branca com uma mensagem (que não consegui decifrar).

– Na volta para o segundo tempo, Ciel e o zagueiro Leozão, passaram para cumprimentar e falar com o técnico Guto Ferreira.

– Antes de a bola rolar para a etapa complementar, o zagueiro Luiz Otávio e o atacante Steven Mendonza conversaram por um bom tempo com o árbitro da partida, Pablo Ramon, do Rio Grande do Norte.

– Assim que começou o segundo tempo, o lateral-esquerdo Kelvyn, do Ceará, foi sozinho com o preparador físico para de trás das placas de publicidade fazer o aquecimento. Os outros jogadores alvinegros só foram com 5 minutos de bola rolando, no mesmo instante em que os do Salgueiro também foram.

– Os refletores da Arena Castelão só foram ligados às 17h. Aliás, mais uma vez, o setor de camarotes onde a imprensa foi alocada, está cheio de restrições e barreiras. E dessa vez, diferentemente de jogos anteriores, sem os famosos totens de álcool para lavar as mãos.

– Um lance bastante curioso que causou a revolta das duas equipes. Em um ataque da equipe do Ceará, o atacante Saulo disputou a bola com o lateral Alan. Os dois caíram no chão. O assistente mandou o atleta do Salgueiro se levantar, mas o árbitro marcou falta. Aí, começou. A gritaria para o juiz foi enorme por parte do time do Ceará, enquanto os defensores do Carcará se indignaram com o assistente.

– Depois de perder uma chance clara para marcar um gol, o meia Vina foi consolado por vários jogadores. O camisa 29, contudo, se mostrava chateado com ele mesmo. Olhando pro céu e lamentando o erro. Em seguida, foi até o banco de reservas, pegou um copo com água, bebeu e arremessou com força no chão.

– Na saída de campo, o atacante Clebão foi para o banco de reservas. Guto se virou para o jogador, que já estava sentado e gritou alto: Valeu, Clebão!

– O golaço do Felipe Vizeu causou grande furor por todos os alvinegros, mas o que impressionou foram as palmas de vários companheiros em campo e do banco de reservas. Como todos estivessem num teatro, aplaudindo uma linda peça ao final. Muitos inclusive ficaram de pé para aplaudir o atacante alvinegro.

– Outro lance curioso na partida aconteceu entre os volantes Bruno Sena e Oliveira. O camisa 5 do Salgueiro roubou a bola, mas, aparentemente, bateu o braço no rosto do jogador alvinegro, que gritou alto. O árbitro não deu falta e Bruno continuou com a bola. Tocou para o outro lado do campo, mas depois chegou para o juiz e pediu para parar a partida, devido ao lance. A tradução de Fair Play.

– O treinador do Salgueiro, Daniel Neri, acompanhou a partida em pé da área técnica, ele parece ser aquele técnico que joga junto com o time. Grita, orienta, lamenta, chuta o ar, levanta as mãos, reclama. Em um lance desperdiçado pelo meia-atacante Cássio Ortega, soltou vários palavrões e foi sentar no banco de reservas, não ficou 30 segundos e voltou a ficar em pé.

– Já no final, quem também sofreu em campo foi o atacante Ciel. A cada erro, a cada oportunidade de ataque que não se concluiu, o camisa 99 do Salgueiro respirava fundo, balançava a cabeça, gesticulava com as mãos, mas depois não parava em campo. Depois, exausto, saiu de campo, mas deu aquele pique para o companheiro entrar rapidamente.

– Depois das cinco substituições, os jogadores reservas, que estavam atrás das placas de publicidade, foram para o banco. Guto cumprimentou o jovem Rick e conversou com o garoto. Talvez, o atacante iria entrar em campo, mas acabou não dando certo.

– No lindo lance do jovem João Vitor, de apenas 16 anos, no primeiro momento, todos lamentaram, mas logo em seguida, assim como todos aplaudiram no gol do Felipe Vizeu, vários companheiros bateram palma para o garoto. Vina, que estava só no lance e podia receber o passe pra fazer o gol, fez questão de ir até o atleta abraçar e incentivar.

– O goleiro Lucas, se lesionou e acabou susbsituído. Ele saiu pelo lado da trave, onde estava. Fez a volta no campo e passou pelo banco do Ceará. Fez questão de cumprimentar e conversar um bom tempo com o auxiliar Alexandre Faganello.

– Só depois do terceiro gol, enfim, Guto Ferreira abriu um largo sorriso. Olhou para os jogadores no banco e para o auxiliar e celebrou.

– Ao término da partida, clima bem amistoso entre os jogadores dos dois times. Os atletas do Ceará foram para os vestiários, enquanto alguns do Salgueiro ficaram fazendo um treinamento específico no gramado.

– O Ceará teve um prejuízo de R$ 12.362,49 de acordo com o borderô da partida.

📸 Stephan Eilert/Ceará SC

📸 Mário Kempes

📸 Pedro Chaves