As belas defesas, em sequência, do goleiro Richard, do Ceará, fizeram todos os jogadores alvinegros do banco se levantarem do banco de reservas, vibrarem e aplaudirem muito o camisa 91 do Vovô. No setor Premium, os dirigentes e funcionários do time cearense também aplaudiram bastante.

No entanto, o primeiro lance que arrancou muitos aplausos na Arena Castelão, foi do zagueiro Messias. Ele desarmou o atacante Gilberto ao tocar a bola por cima, encobrindo o camisa 9 do Bahia e ficou livre para passar a bola para o companheiro alvinegro.

O volante do Ceará, Fernando Sobral, foi para o aquecimento ainda na metade do primeiro tempo. Ficou fazendo atividades atrás das placas de publicidades. O jogador acabou substituindo Pedro Naressi no intervalo.

Os representantes do Bahia, dirigentes, funcionários, jogadores, integrantes da comissão técnica, que obviamente não podiam estar no campo, ficaram no setor Premium, atrás do banco do time. Pareciam torcida organizada. Todos juntos, com o mesmo uniforme e gritando bastante.

Os jogadores reservas do Bahia foram para o aquecimento assim que começou o 2º tempo, bem antes dos atletas do Ceará, que só foram para trás das placas de publicidades com 5min de bola rolando.

Aliás, antes de começar a etapa complementar, o atacante Jael foi conversar com o árbitro e bateu um papo rapidamente com o juiz alagoano.

Os alto-falantes da Arena Castelão, assim como havia acontecido na Copa Sul-Americana, foram ligados (com volume nas alturas) com os cânticos da torcida organizada Cearamor.

Logo após o árbitro ir ao monitor de vídeo e confirmar o pênalti para o Bahia, o técnico do Ceará, Guto Ferreira, olhou para o setor Premium e gritava: “É brincadeira! É brincadeira isso aí!”

Antes da batida do pênalti por Rodriguinho, o zagueiro Messias e o atacante Gilberto ficaram conversando e debatendo sobre a marcação da penalidade. Pelos gestos, o camisa 9 do Bahia tentava explicar ao defensor do Ceará que a bola realmente tocou na mão de Luiz Otávio.

Logo após o segundo gol do Bahia, o auxiliar do técnico Guto Ferreira, Alexandre Faganello ficou bastante indignado. Levantou-se da cadeira, abriu os braços e andou pela área técnica. O treinador do Ceará também ficou muito chateado, abriu os braços e reclamou algo para o seu auxiliar.

Aliás, Guto Ferreira e Alexandre Faganello ficaram um bom tempo depois do 2º gol do Bahia conversando em pé na área técnica. Depois disso, começaram a fazer as subsituições.

Por sinal, na saída do volante do Ceará, Oliveira, ele olhou para o banco pra ver se era ele mesmo que iria ser substituído e o técnico Guto Oliveira apontou que sim. Dessa vez, nem Oliveira e nem Vizeu, que foram os primeiros a sair durante o segundo tempo, cumprimentaram o treinador alvinegro.

Na reta final da partida, o volante Lucas Araújo chutou a bola pra longe, já com o lance paralisado. O árbitro acabou mostrando amarelo para o jogador do Bahia. O banco do time baiano ficou indignado. Jogadores e integrantes da comissão técnica e até o treinador Dado Cavalcanti foram ao 4º árbitro reclamar da advertência. Todos gritavam e lembravam do lance semelhante cometido pelo atacante do Ceará, Felipe Vizeu, que também havia chutado a bola pra longe, após a marcação de uma falta, mas não recebeu amarelo.

Praticamente no último lance da partida, o atacante Cleber, do Ceará, subiu sozinho e cabeceou, quase que de dentro da peque área, para fora. A turma do banco de reserva, o técnico Guto Ferreira gritaram, levaram as mãos à cabeça e lamentaram bastante o gol, que podia ser do título.

Nas cobranças de pênalti, Vina ficou de joelho junto com todos os integrantes do banco de reservas na área técnica vendo as cobranças. Enquanto o lateral Gabriel Dias ficou de joelho e com a cabeça abaixada sem querer ver as penalidades.

O zagueiro Messias foi o único a sair do centro do campo, onde os jogadores estavam vendo as cobranças de pênalti, para apoiar o meia Jorginho, que desperdiçou a cobrança. Enquanto na vez de Marlon, que chutou pra fora, Luiz Otávio e Bruno Pacheco foram consolar o meia alvinegro.

Assim que o Bahia fez o gol e conquistou o título, o técnico Guto Ferreira foi o primeiro a deixar o campo e ir direto para os vestiários.

Depois de todo o quebra pau e da confusão generalizada, o zagueiro Messias voltou do vestiário, apenas de calção e procurando alguém. Um jogador do Bahia chegou perto dele e o defensor alvinegro deu um empurrão, mas a turma do “deixa disso” apareceu e acalmou tudo.

Há vários momentos constrangedores, preocupantes e até inacreditáveis na briga generalizada. O que mais me chamou atenção era de que havia vários jogadores correndo desesperados tentando acalmar os valentões, mas sempre aparecia outro para começar a provocar e o “pau torava” de novo.

O técnico Guto Ferreira foi até atrás da trave conversar com Mendoza. Falou demoradamente com o colombiano e ambos saíram caminhando com um jogador e um segurança ao lado, mas aí Mendoza se livrou de todos e correu de novo para começar nova confusão. Os ânimos demoraram em se acalmar, mas Mendoza conseguiu deixar o campo e ir para os vestiários, não antes de tentar se livrar duas vezes do segurança e ser impedido.

Depois da partida, fui tentar pegar a saída dos jogadores do Ceará para o ônibus. A maioria saiu em carro próprio. Conversei informalmente com alguns, a revolta era com o lateral Nino Paraíba, que estava no setor premium, pulou a grade e ao passar por perto de alguns alvinegros gritou: Chupa! Chupa!

📸 Carvalho Marques/Arena Castelão News

📸 Mário Kempes

🎥 Mário Kempes