No dia 23 de fevereiro deste ano, o Ceará anunciou a contratação de Yony González. Na publicação do clube, fotos com o presidente Robinson de Castro, sinal claro de que o colombiano era um grande reforço para a temporada 2021.

O jogador chegou e assinou contrato assinado até o final do ano cercado de enorme expectativa. Afinal, o Ceará iria disputar a Copa Sul-Americana, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Cearense no primeiro semestre.

Desde o início, contudo, parecia que o trabalho do atacante alvinegro tinha algo que não encaixava. Primeiro, surgiram os boatos sobre a forma física. A assessoria de comunicação do Ceará precisou divulgar imagens do atleta em treinamentos que mostravam uma silhueta em forma, idêntica a de qualquer outro atleta em atividade.

Em seguida, a estreia com a camisa alvinegra, logo num Clássico-Rei. Diante do Fortaleza, pela Copa do Nordeste (0x0), a atuação até que trouxe uma boa impressão, mas só entrou em campo aos 30 minutos da etapa complementar.

No segundo jogo, na Paraíba, contra o Botafogo, também pela Lampions League, nova igualdade, dessa vez por 1×1, Yony entrou na etapa final, mas o time não ajudou e atuação foi discreta.

Logo depois, foi diagnosticado com Covid. Ficou isolado, se recuperou e só voltou aos gramados um mês depois, nas quartas de final da Copa do Nordeste. Atuou menos de 10 minutos diante do Sampaio Corrêa. Entrou também nos instantes finais dos jogos seguintes pela Sul-Americana e jogo de ida da Final da Copa do Nordeste, mas nada que empolgasse.

Só que chegava a hora de comprovar o investimento do clube e apareceram 4 ótimas oportunidades. 1º, no badalado jogo na altitude de La Paz, contra o Bolívar, pela Copa Sul-Americana. O Vovô escalou uma equipe reserva, Yony só suportou 45 minutos, saiu no intervalo, após levar uma pancada na etapa inicial.

Em seguida, o Clássico-Rei pela 2ª Fase do Cearense. Entrou no intervalo, mas pouco produziu e o Ceará perdeu por 2×0. Depois disso, outra chance de ouro, em uma partida contra um adversário bem mais fraco, o Atlético/CE, pelo Estadual, no Vovozão, o Ceará goleou por 5×2. Só que novamente Yony não foi bem e ainda saiu no decorrer do segundo tempo.

Para fechar, a oportunidade que todo atleta sonha: uma final de campeonato contra o maior rival. O atacante foi escalado como titular na decisão do Estadual contra o Fortaleza. O Ceará precisava vencer o Clássico para ser campeão. Mas, assim como em outras partidas, Yony teve atuação discreta, nem ficou os 90 minutos em campo e foi substituído no segundo tempo.

Se não bastasse, ainda caiu do céu uma oportunidade no jogo do ano para o Ceará, em Cochabamba, pela Sul-Americana. Entrou no 1º tempo, após Lima se machucar. Mas assim como todo o time alvinegro, sucumbiu na altitude e perderam o duelo e a vaga.

Nos últimos 2 jogos, pelo Brasileirão, diante do Bahia e do Internacional, mesmo com o Ceará sofrendo com desfalques no setor ofensivo por causa da Covid (Jael, Cléber e Rick, e ainda Vizeu não sendo relacionado) o técnico Guto Ferreira o manteve no banco de reservas e não o utilizou, preferiu outras opções.

Vale lembrar que Yony pertence ao Benfica. Foi emprestado ao Ceará até o final do ano. Em 2018, brilhou no Júnior Barranquila e no ano seguinte chegou ao Fluminense. No Rio, em 2019, marcou 17 gols pelo Fluminense e despertou o interesse do time português. Em seguida, foi emprestado a Corinthians e Los Angeles Galaxy, onde teve atuações bem discretas.

A fase difícil de Yony parece não acabar. Como diz o filósofo: Depois da tempestade vem a bonança. Porém, resta saber quando esse temporal vai acabar?

📸Wilton Hoots/CearaSC