Principal receita dos clubes, o programa de sócio torcedor não consegue mais crescer para Ceará e Fortaleza. Já são dois meses em que o número estabilizou. Os alvinegros contam com pouco mais de 15 mil associados, enquanto os tricolores possuem acima de 12 mil.

A queda acentuada começou primeiro com o Fortaleza, que chegou a ter 35 mil sócios em fevereiro do ano passado, mas com a pandemia sofreu uma forte queda, chegou a 9 mil associados, teve uma pequena crescente, mas desde maior parou em 12 mil.

O Ceará até que conseguiu segurar por mais tempo, mesmo em 2020, o número de sócios ficou sempre acima de 20 mil e com o auge em março deste ano com 25 mil. No entanto, começou a perder e hoje conta com cerca de 15 mil.

As fortes campanhas em todas as mídias inclusive TV Aberta (Ceará chegou a veicular propaganda durante o intervalo do Jornal Nacional), além de promoções com camisas oficiais de grátis, preços acessíveis (R$ 14,90), nem isso conseguiram empolgar tricolores e alvinegros.

Todos sabem, inclusive os dirigentes, que o principal atrativo do programa de sócio é o acesso aos estádios para acompanhar os jogos do time do coração. Nem os famigerados descontos em farmácias, supermercados, restaurantes, academias conseguem atrair o torcedor.

O problema é que a CBF já avisou sobre o retorno do público aos estádios: somente quando houver isonomia para todos os clubes. Ou seja, as cidades em que os 20 times estão sediados precisam liberar a presença do público em sincronia. Não adianta o Rio de Janeiro aceitar torcedor no Maracanã, por exemplo, se em São Paulo, ainda houver restrição.

Para driblar essa situação e buscar outras receitas, os departamentos de marketing dos clubes precisam trabalhar e pensar em ótimas alternativas para conquistar ou convencer o torcedor a fazer o programa de sócio, do contrário é provável que somente em 2022 tudo volte ao normal.

📸 Ascom/CearaSC