O Fortaleza havia montado uma operação sigilosa para contratar o centroavante. O nome era o do atacante argentino Silvio Romero, do Independiente/ARG. Os dirigentes tricolores não confirmavam a ninguém as negociações.

Durante as primeira conversas, deu pra perceber que haveria concorrência. O Ceará foi um dos clubes que se interessou e fez proposta oficial para ter o atacante. Para superar o maior rival, o Fortaleza quase enviou emissários a Avellaneda, mas precisou ter paciência e usar de alguns trunfos.

Nas reuniões com os representantes do atleta e com o próprio jogador, os dirigentes leoninos utilizaram a plataforma zoom. Nas primeiras conversas, a lembrança do duelo pela Sul-Americana, em 2020. Romero recordou dos jogos e elogiou a festa da torcida no Castelão.

Em seguida, o argumento pra fugir da concorrência: disputar a Libertadores. A visibilidade do principal torneio de clubes do continente mexe com a vaidade de um jogador, que foi artilheiro do futebol argentino na temporada passada.

Romero também ouviu que o seu compatriota, o técnico Juan Pablo Vojvoda, desejava contar com ele no Pici. No meio disso tudo, o Fortaleza tentava solucionar com o Independiente a melhor forma de contratar o atleta. Depois de não chegar a um denominador comum para valores de aquisição, o empréstimo até o final de 2022 com metas e produção estabelecidas para uma renovação automática em 2023 foi definido.

Depois, faltava acertar o salário. Nada acima do padrão ou do teto que o clube tricolor pode pagar. Após uma puxada ali, uma esticada acolá, uma segurada mais pra cá, a premiação também foi definida, os valores ficaram dentro do orçamento para a aquisição de um autêntico goleador.

Para finalizar, todo o suporte para receber a família e fornecer toda a estrutura necessária para o filho de 9 anos, que tem paralisia.

Depois disso tudo, foi só esperar a hora certa para bater o martelo e anunciar uma das maiores rasteiras de todos os tempos do futebol cearense.

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