Em 2008, o então presidente do Ceará, Evandro Leitão, assumiu o clube em meio a um caos administrativo e financeiro. Dívidas astronômicas e sem credibilidade no mercado. O mandatário alvinegro acreditava que somente através do sócio torcedor seria possível sair do fundo do poço.

Naquela época, Evandro imaginava que com 20 mil sócios, o Ceará poderia se tornar um clube autossuficiente, sem depender de cardeais, patrocinadores ou mecenas.

Quase 15 anos depois, o Ceará atinge nesta quarta-feira, pela primeira vez, a marca de 40 mil sócios. O número não só mantém o clube alvinegro como o maior clube do Norte-Nordeste em associados ativos, como caminha a passadas largas para ficar próximo de gigantes como Palmeiras e Vasco, que têm em torno de 48 mil.

O que mais chama a atenção é a força da torcida alvinegra. Há menos de 1 ano, o clube tinha pouco mais de 17 mil sócios e agora prevê chegar aos 50 mil até o final desta temporada.

E olhe que o time vem de uma sequência incrível de eliminações e decepções dentro de campo. Em dezembro passado, só dependia de si para garantir vaga na Pré-Libertadores, mas só empatou contra o América/MG em casa e perdeu para o (sub-20) do Palmeiras, em Barueri.

Neste ano, foi eliminado de maneira vexatória do Campeonato Cearense nas quartas de final para o Iguatu, e na Copa do Nordeste caiu em casa para o CRB, em ambos os jogos, perdeu nos pênaltis.

Os alvinegros mais exaltados falam que se o time não tivesse sucumbido nessas três competições, facilmente estaria com os 50 mil sócios ativos.